Cláudio Castro afirma que solução para o Galeão terá que sair “de qualquer jeito, ou pelo diálogo ou pela ação”

O governador do Rio, Cláudio Castro, disse nesta quinta-feira que a solução para o Galeão terá que sair “de qualquer jeito, ou pelo diálogo ou pela ação”. Há dois anos, a prefeitura carioca e o governo fluminense discutem uma saída para a crise do aeroporto. Nesta quinta-feira, a concessionária RIOgaleão esteve reunida com o ministro…

O governador do Rio, Cláudio Castro, disse nesta quinta-feira que a solução para o Galeão terá que sair “de qualquer jeito, ou pelo diálogo ou pela ação”. Há dois anos, a prefeitura carioca e o governo fluminense discutem uma saída para a crise do aeroporto. Nesta quinta-feira, a concessionária RIOgaleão esteve reunida com o ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, para discutir se mantém a devolução do aeroporto ou não.

– Deixamos claro o nosso ponto. Fizemos uma defesa intransigente do interesse do Rio de Janeiro. Numa hora, estavam discutindo, discutindo (no grupo de trabalho), aí eu falei: gente, nossa proposta é essa. Vocês analisam e aceitam ou fazem uma contraproposta – disse Castro, no evento Diálogos RJ, realizado pelo jornal GLOBO.

Ele continuou:

– Dois anos de grupo de trabalho já, não dá mais. Já discutimos, todo mundo já sabe o que o outro pensa. O Rio já está perdendo, segundo a Firjan, R$ 4,5 bilhões por ano. Vai ser de qualquer de jeito, ou pelo diálogo ou pela ação.

A proposta do governo estadual e da prefeitura do Rio é limitar os voos no Santos Dumont, restringindo os destinos a São Paulo e Brasília, e assim, estimular voos no Galeão. No início da semana, o prefeito Eduardo Paes e o governador disseram que tomariam medidas legais locais imediatas para reduzir a quantidade de passageiros no Santos Dumont e elevar a do Galeão se o governo federal não limitasse as operações no aeroporto central do Rio, mas não deram detalhes sobre que medidas seriam essas.

Castro lembrou que haverá uma reunião com o governo federal no próximo dia 16 para tratar do assunto.

O plano por trás da ideia de limitar os voos no Santos Dumont é transformar o Galeão em um hub (centro de distribuição de voos) doméstico. A mudança permitiria que o terminal também atraísse mais voos internacionais, pois é necessário que ele tenha conectividade, para permitir que o passageiro desembarque do exterior e possa seguir viagem a outros destinos.

Estudo realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação, com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aponta que a mudança resultaria em um Santos Dumont com movimento anual de 9,13 milhões de passageiros, ante uma estimativa de 14,6 milhões sem qualquer restrição.

Já o Galeão ampliaria seu movimento após a migração de voos de 7 milhões para 20,59 milhões. O Galeão tem capacidade para 34 milhões de passageiros por ano. O Santos Dumont teve sua capacidade revista pela Infraero no início do mês, saltando de 9,9 milhões para 15,3 milhões.

Após ter se reunido na última segunda-feira com o governador e o prefeito do Rio, o ministro Márcio França esteve hoje com executivos da RIOgaleão. Após a reunião, a concessionária informou, por meio de nota, que o encontro fez “parte das conversas” com o governo federal “iniciadas em janeiro deste ano”.

A empresa disse ainda que anunciou a devolução do aeroporto em fevereiro de 2022, “diante dos reflexos da pandemia e da decisão da Anac de não conceder o reequilíbrio econômico-financeiro conforme previsto no contrato”.

“A concessionária RIOgaleão reafirma seu compromisso de, enquanto estiver responsável pela operação do terminal, seguir atuando com excelência operacional e de segurança já reconhecidas pelas autoridades brasileiras, e trabalhando para o desenvolvimento comercial do aeroporto”.

Com informações do GLOBO.

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