O alinhamento da deputada federal Clarissa Garotinho com o presidente Jair Bolsonaro tem provocado intenso debate nas redes sociais. Filha dos ex-governadores Garotinho e Rosinha, ambos nacionalistas, com origem no PDT de Leonel Brizola, ela ontem votou a favor do voto impresso, o que foi criticado por parte de seus seguidores. A outra metade, mais conservadora, apoiou sua decisão, num embate que incendiou suas redes sociais.
– Nunca imaginei que ela poderia apoiar a retórica golpista de Bolsonaro – protestou Antônio Sorage
– Qual o problema de se adotar um sistema que permita verificação – rebateu Thiago Ferrugem.
Ao justificar o voto, Clarissa recorreu a outros líderes políticos, inclusive seu pai, que em algum momento da história recente do país questionaram o voto eletrônico.
– Porque tanta gritaria com esse assunto. Essa não deveria ser uma bandeira que divide esquerda e direita. Um dos primeiros a questionar foi o Brizola, cuja tese foi apoiada por César Maia. Aécio Neves também já questionou as urnas, Garotinho também … e agora Bolsonaro. Quem será o próximo – afirmou.
O voto impresso não foi único movimento de Clarissa em direção ao bolsonarismo. Recentemente, ela se filiou ao PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu em 2018 e onde ainda estão boa parte dos deputados de sua base, a despeito de ele ter deixado a legenda.
Semana passada, Clarissa tomou café da manhã com o presidente e registrou o encontro em vídeo nas redes sociais. Ela convidou Bolsonaro a visitar Campos dos Goytacazes, base eleitoral da família Garotinho, administrada pelo irmão Wladimir, que decidiu continuar no PSD e não pretende seguir no grupo de aliados do presidente.
Ao se aproximar de Bolsonaro, Clarissa está de olho no eleitorado evangélico, tradicional base de apoio da família Garotinho e onde Jair Bolsonaro ainda tem razoável sustentação política.






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