Cinco das 30 comissões permanentes da Câmara dos Deputados ainda não foram instaladas em 2026. O atraso ocorre por causa de indefinições partidárias sobre quem comandará colegiados estratégicos, como os de Educação, Meio Ambiente, Indústria e Finanças e Tributação.
A comissão responsável pela Defesa dos Direitos das Mulheres deverá ser instalada na próxima quarta-feira (11/3). O comando do colegiado ficará com a federação formada por Partido Socialismo e Liberdade (PSol) e Rede Sustentabilidade.
A expectativa é de que a deputada Erika Hilton (PSol-SP) seja eleita na sessão inaugural. Caso confirmada, ela poderá se tornar a primeira mulher trans a presidir o colegiado.
Disputa por presidências
A divisão das comissões segue a proporcionalidade das bancadas e acordos firmados entre os partidos durante a eleição da Mesa Diretora. Mesmo com a distribuição já definida, algumas siglas ainda não indicaram os parlamentares que irão presidir determinados colegiados.
Entre as comissões pendentes estão:
- Educação, destinada ao União Brasil;
- Finanças e Tributação, que ficará com o Partido dos Trabalhadores;
- Indústria, Comércio e Serviços, sob responsabilidade do Partido da Social Democracia Brasileira.
Já a Comissão de Meio Ambiente será comandada pelo Movimento Democrático Brasileiro. O partido indicou o deputado Valdir Cobalchini (SC) para presidir o colegiado, mas a data de instalação ainda não foi definida.
Divisão mantida
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), costurou um acordo para manter em 2026 a mesma distribuição de comissões adotada no ano anterior.
Segundo o parlamentar, a manutenção da divisão ajudaria a acelerar a instalação dos colegiados e evitar atrasos no funcionamento da Casa durante o ano eleitoral.
Pelo acordo, houve apenas uma mudança: o Partido Liberal (PL) assumirá a Comissão de Minas e Energia, enquanto o Partido Social Democrático (PSD) ficará com o comando da Comissão de Agricultura.
As comissões permanentes são responsáveis por analisar projetos de lei, promover debates e acompanhar políticas públicas em áreas específicas. Os colegiados também têm influência na indicação e destinação de emendas parlamentares, que neste ano somam cerca de R$ 12 bilhões aprovados pelo Congresso.






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