A Polícia Civil do RJ iniciou nesta quinta-feira (5), dentro do Programa Cidade Integrada, uma operação contra a milícia da Muzema, na Zona Oeste do Rio. Desta vez, o alvo é o monopólio de “gatos” de luz imposto pelos paramilitares. Cerca de 5 mil ligações oficiais teriam sido desfeitas pelo bando. O esquema rendia R$ 750 mil por mês.
Agentes das delegacias de Repressão a Ações Criminosas Organizadas (Draco-IE), de Defesa dos Serviços Delegados e da 16ª DP (Barra da Tijuca) saíram para cumprir 79 mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Jocemir de Santana Souza, o Cemir, um dos chefes das milícias das comunidades da Muzema e de Rio das Pedras. Cemir já se encontrava preso desde 2021.
Além dos mandados de busca e apreensão, as ligações regulares da energia voltaram a ser feitas pela concessionária Light.
Segundo as investigações, o grupo de Cemir cortava o fornecimento de energia legal dos imóveis e impunha ligações clandestinas, cobrando R$ 150 pelo “serviço”.
A milícia da Muzema também explora o transporte alternativo, cobra taxas de segurança e exige pagamento até de catadores de lixo reciclável.
Cemir foi preso pela Draco em 10 de setembro de 2021. A especializada apreendeu com ele um celular e, com autorização da Justiça, obteve detalhes das extorsões.
Uma análise feita nas contas bancárias do bandido também ajudou os investigadores a entender o esquema.
Os investigadores afirmam que, além da cobrança pelo consumo de energia, a quadrilha também obrigada que os moradores pagassem por segurança privada, consumo de água e transporte alternativo. Até os catadores de lixo reciclável tinham que pagar os milicianos para poder trabalhar na comunidade.
Só em 2022, a Draco já prendeu 19 pessoas ligadas à milícia da Muzema e de Rio das Pedras, entre eles alguns chefes.






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