A prefeitura de Pará de Minas emitiu neste domingo, 9, alerta máximo de rompimento de barragem da mineradora Santanense por causa das fortes chuvas em Minas Gerais. O objetivo é evitar um novo desastre como e do Brumadinho.
Segundo as autoridades locais, os moradores que residem próximo à Usina Carioca, zona rural do município, devem deixar as suas casas com a máxima urgência por “alto risco de rompimento da barragem”.
O alerta se estende para municípios vizinhos, como Onça do Pitangui, São João de Cima, Casquilho de Baixo, Casquilho de Cima e Conceição do Pará.
“Há 99% de chances da barragem se romper”, diz um agente do Corpo de Bombeiros à comunidade em um vídeo divulgado nas redes pelo deputado Rogério Correia. “O Rio São João pode checar a 60 metros de altura caso haja o rompimento”.
A prefeitura de Pará de Minas anunciou em seu Instagram a preocupação com a calamidade.
“É um alerta sério”, diz o comunicado. “A Prefeitura e a Defesa Civil recomendam que os moradores abaixo da Usina do Carioca saiam imediatamente de suas casas”.
De acordo com a prefeitura, foi montado um ponto de apoio no bairro Carioca, no posto de saúde e também em um salão do lado da igreja principal do município.
“Esse ponto é para abrigar as famílias e pessoas que não têm parentes e amigos próximos. Pessoas que não têm para onde ir”.
Outro vídeo, gravado por um sargento do Corpo de Bombeiros chamado Oliveira, pede que a população que se encontra nas proximidades do rio São João deixem a área imediatamente.
Foi montado um centro de comando com a presença de bombeiros, políciais militares, agentes municipais, da Defesa Civil e representantes da mineradora Santanense, responsável pela barragem.
Assista ao video do bombeiro alertando a população:
Deslizamento, pessoas ilhadas, desabamentos e mortes. A chuva não dá trégua em Minas Gerais e, conforme boletim da Defesa Civil Estadual, divulgado neste domingo (9), 138 cidades mineiras estão em situação de emergência.
Seis pessoas morreram desde o início do período chuvoso no estado, em outubro de 2021, e ao menos outras duas mortes, em Belo Horizonte e Betim, devem entrar no próximo informativo do órgão.






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