CBF esquece Garrincha em homenagem aos camisas 7 e gera revolta nas redes sociais

Vídeo publicado omite o bicampeão mundial de 1958 e 1962, ídolo eterno da camisa 7

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi alvo de duras críticas nesta quarta-feira (14) após publicar um vídeo em suas redes sociais exaltando grandes jogadores que vestiram a camisa 7 da Seleção Brasileira — mas sem mencionar Mané Garrincha, uma das maiores lendas do futebol nacional. A matéria foi divulgada pelo jornal O Globo.

Na publicação, a CBF destaca atletas de diferentes épocas, como Jairzinho, Bebeto, Neymar, Lucas Paquetá, Vini Jr., Ronaldinho Gaúcho e até nomes mais recentes como David Neres e Gabriel Martinelli. No entanto, omite justamente o jogador que imortalizou a camisa 7 no Brasil: Garrincha, campeão mundial em 1958 e protagonista absoluto na conquista da Copa do Mundo de 1962.

A ausência do ex-jogador do Botafogo, reverenciado mundialmente por seu talento inigualável e dribles desconcertantes, provocou uma enxurrada de críticas nas redes sociais. No X (antigo Twitter), torcedores chamaram a omissão de “pecado” e “vergonhosa”.

“Esquecer o Garrincha, o 7 que te deu uma das estrelas dessa camisa, mostra o tamanho do buraco em que a CBF está enfiada”, escreveu um internauta.

Outros preferiram a ironia: “Garrincha jogava na Espanha?”, zombou um usuário, em alusão ao tom de esquecimento da entidade. “Só faltou o maior camisa 7. Acho que ninguém pega esse detalhe, fiquem tranquilos”, provocou outro comentário sarcástico.

A lista exibida no vídeo começa com Adriano Imperador, que usou a camisa 7 na Copa de 2006, na Alemanha, e passa por figuras como Jairzinho (1970), Bebeto (1994), Hulk, Elano, Rodrygo e Diego Costa.

Garrincha: ícone eterno da camisa 7

Manoel Francisco dos Santos, o Garrincha, disputou 60 partidas com a camisa da Seleção Brasileira entre 1955 e 1966. Ao longo dessa trajetória, venceu 52 jogos, empatou sete e perdeu apenas uma — justamente sua despedida, contra a Hungria, na Copa do Mundo de 1966.

O ponta-direita marcou 12 gols pelo Brasil e é lembrado como um dos maiores gênios do futebol mundial. Sua atuação na Copa de 1962, quando liderou a equipe na ausência de Pelé, é considerada uma das mais brilhantes da história das Copas.

Mesmo com esse legado, a CBF ainda não se manifestou publicamente sobre a polêmica ou sobre o motivo da ausência de Garrincha na homenagem. Para muitos torcedores, o esquecimento representa mais do que um erro: é um sinal de desconexão da entidade com a própria história do futebol brasileiro.

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