Caso do Shopping Tijuca leva deputado a cobrar informações técnicas do empreendimento

Alexandre Knoploch quer detalhes sobre certificações e planos de evacuação após incêndio fatal

O deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) anunciou que vai oficiar o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil para obter informações detalhadas sobre o incêndio que atingiu o Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, na última sexta-feira (2).

O fogo deixou dois brigadistas mortos durante o processo de evacuação do local, que segue sem previsão de reabertura. Na segunda-feira (07), a Defesa Civil Municipal interditou o subsolo do centro comercial, além de outras 17 lojas situadas na lateral esquerda do empreendimento

Segundo o parlamentar, o objetivo é esclarecer se o empreendimento possuía certificações atualizadas, além de verificar se os planos de pânico e evacuação estavam em dia no momento do incidente.

Ele também quer informações sobre a investigação conduzida pela 19ª DP (Tijuca), responsável pelo caso. Knoploch afirmou que, após o incêndio, o cenário encontrado no local levanta questionamentos sobre a estrutura e os sistemas de segurança do shopping.

“Passada mais de 72 horas, vimos uma estrutura colapsada e parece que o sistema é deficitário e oferece um risco talvez maior do que imaginávamos. Quero acreditar que uma empresa como a Allos, administradora do shopping, não foi displicente com a engenharia de segurança do edifício e dos usuários”, declarou.

Histórico de alertas na Alerj

O parlamentar lembrou que, quando presidiu a CPI dos Incêndios da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 2022, já haviam sido identificados problemas em sistemas de prevenção e evacuação em centros comerciais do estado.

“Quando fui presidente da CPI dos Incêndios, em 2022, já tínhamos sinais de edificações comerciais com tais problemas, mas muitas pessoas não estão nem aí para prevenções e alertas. O fato é que infelizmente problemas como esse já aconteceram inúmeras vezes no Rio”, disse.

Knoploch acrescentou quer ter acesso as informações para encontrar mecanismos que possam responsabilizar o que classificou como uma situação sistêmica, citando a Allos como administradora do empreendimento.

Vítimas, investigação e posição da empresa

As vítimas do incêndio foram identificadas como Anderson Aguiar do Prado e Emellyn Silva Aguiar Menezes, ambos integrantes da brigada de emergência do shopping. O fogo começou em uma loja de artigos de decoração Bellart, localizada no subsolo e provocou a interdição de vias importantes no entorno.

Por meio de nota oficial, a administração do Shopping Tijuca informou que “o trabalho se concentrará agora na limpeza, manutenção e recuperação do shopping. Logo que possível, a data da reabertura do restante do espaço será informada, quando houver segurança para tal”.

O shopping também já havia informado que sete mil visitantes e lojistas foram evacuados com segurança no dia do incêndio. O centro comercial lamentou as mortes e afirmou estar prestando apoio às famílias das vítimas.

“A empresa segue avaliando as causas do incêndio, e reitera seu compromisso de manter seus acionistas e o mercado informados sobre quaisquer desdobramentos relevantes”, informou, acrescentando que colabora integralmente com os órgãos responsáveis.

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