A Justiça do Rio de Janeiro aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) contra o casal acusado de matar o próprio filho recém-nascido em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Com a decisão, os dois passam a responder como réus pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Segundo a denúncia, o bebê foi morto logo após o parto. O Ministério Público sustenta que o crime foi praticado por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que impossibilitou qualquer possibilidade de defesa da vítima.
Laudo aponta que bebê nasceu com vida
Um dos principais elementos da investigação é o laudo de necropsia, que concluiu que a causa da morte foi asfixia.
Além disso, o exame de docimásia hidrostática indicou que o recém-nascido respirou após o nascimento, o que, segundo a investigação, comprova que ele nasceu com vida antes de morrer.
Com base nas provas reunidas durante o inquérito, o Ministério Público denunciou o casal por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Crime foi descoberto após atendimento hospitalar
O casal foi preso em flagrante no dia 25 de julho, depois que a mulher passou mal e foi levada para um hospital no bairro Jardim Primavera.
Durante as investigações, ambos disseram à Polícia Civil que não pretendiam ficar com a criança.
Em depoimento, o pai afirmou que o bebê nasceu com vida, mas alegou que colocou o corpo em um saco plástico apenas após a morte da criança, atribuindo à companheira a responsabilidade pelo crime.
Dois dias depois, a mulher prestou depoimento e confirmou que não desejava permanecer com o bebê. Ela declarou que tentou sufocar o recém-nascido logo após o parto, mas afirmou que, por estar debilitada, entregou a criança ao companheiro, responsabilizando-o pela morte. Segundo seu relato, o homem retornou algum tempo depois dizendo que o bebê “chorou muito”.
Familiares desconheciam a gravidez
O caso veio à tona quando a mulher precisou de atendimento médico logo após o parto.
Segundo as investigações, familiares afirmaram que desconheciam a gravidez. Após serem informados pela equipe médica de que ela havia dado à luz, retornaram à residência do casal, encontraram o recém-nascido e o levaram ao hospital.
Na unidade de saúde, os profissionais constataram que o bebê já estava morto.
Com o recebimento da denúncia pela Justiça, o processo criminal segue para a fase de instrução, quando serão produzidas novas provas e ouvidas testemunhas antes do julgamento.
A reportagem informou que tenta contato com as defesas dos réus. Até a publicação da matéria, não havia manifestação. O espaço permanece aberto para eventual posicionamento.





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