A Justiça do Rio converteu em preventiva a prisão de Larissa Monteiro da Costa, de 22 anos, e Bruno Lucas Ribeiro da Silva, de 29, investigados pela morte do próprio filho recém-nascido, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A decisão foi obtida nesta terça-feira (28) pelo Núcleo de Atuação perante a Central de Audiência de Custódia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (NACAC/MPRJ).
Segundo o MP, o casal é suspeito de ter matado o bebê por asfixia logo após o parto. A investigação aponta que, em seguida, o corpo da criança foi colocado em uma sacola plástica e enterrado no quintal da residência da família.
Ao analisar o caso, o juiz considerou a gravidade dos fatos e a forma como o crime teria sido praticado para justificar a manutenção da prisão. A decisão também menciona o risco de os investigados influenciarem testemunhas ou interferirem na produção de provas caso fossem colocados em liberdade.
Na mesma decisão, a Justiça rejeitou o pedido da defesa de Larissa para que ela cumprisse prisão domiciliar. Conforme o magistrado, não foram apresentados documentos médicos que comprovassem a necessidade de tratamento fora do sistema prisional.
Caso começou após atendimento em hospital
As investigações tiveram início depois que Larissa procurou atendimento no Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, poucas horas após dar à luz na casa de familiares, em Jardim Primavera.
De acordo com a Polícia Civil, uma médica obstetra percebeu sinais de parto recente, mas constatou que a paciente estava desacompanhada do bebê. A profissional comunicou policiais militares que atuavam na unidade, dando início às investigações, conduzidas pela 60ª DP (Campos Elíseos).
Durante a apuração, familiares informaram aos agentes que o recém-nascido estava morto em um cômodo nos fundos da residência. O corpo foi levado ao hospital para perícia.
Segundo a Polícia Civil, os parentes disseram desconhecer que Larissa estava grávida, afirmando que a gestação teria sido mantida em segredo. Com o avanço das investigações, o pai da criança precisou ser levado para prestar depoimento e, posteriormente, ele e a companheira acabaram presos em flagrante por homicídio qualificado.






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