Casal foragido por morte de grávida de 8 meses é preso no Rio após anos escondido

Suspeitos de homicídio qualificado e ocultação de cadáver foram localizados pela Polícia Civil em Duque de Caxias após anos foragidos; vítima estava grávida de oito meses quando desapareceu

Um casal acusado de envolvimento na morte de uma mulher grávida de oito meses foi preso nesta quinta-feira em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Os dois eram considerados foragidos da Justiça da Bahia e estavam escondidos na comunidade Vai Quem Quer, utilizando identidades falsas para tentar escapar das autoridades.

Segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, o homem preso é ex-companheiro da vítima e pai do bebê que ela esperava. Já a mulher detida seria a atual companheira dele. Ambos tinham mandados de prisão preventiva pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A vítima desapareceu em 31 de janeiro de 2022, no interior da Bahia. Dias depois, o corpo foi encontrado enterrado em uma cova rasa na região de Serra do Sal, em estado avançado de decomposição.

Investigação aponta substância química

De acordo com as investigações, o laudo pericial identificou sinais da ação de substância corrosiva no corpo da vítima, possivelmente ácido. A perícia também encontrou fragmentos ósseos compatíveis com um feto em estágio avançado de gestação.

A Polícia Civil informou que a principal linha de investigação aponta a gravidez como motivação do crime. Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil da Bahia relataram que a suspeita não desejava a continuidade da gestação.

Ainda segundo os investigadores, depoimentos colhidos durante a apuração indicam que o homem preso teria confessado indiretamente a participação no assassinato a uma pessoa próxima.

Prisão ocorreu em ação conjunta

A captura do casal foi realizada por agentes da 61ª DP (Xerém), em conjunto com policiais do 4º Departamento de Polícia de Área (DPA). A operação ocorreu após trabalho de monitoramento e levantamento de informações sobre o paradeiro dos suspeitos no Rio de Janeiro.

Os presos devem responder pelos crimes já apontados pela Justiça baiana. O caso segue sendo investigado pelas autoridades.

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