A Polícia Civil prendeu, nesta sexta-feira (3), um casal suspeito de agredir e matar o advogado criminalista Luiz Fernando Pacheco durante um assalto em Higienópolis, área central da capital paulista. Um terceiro homem também foi detido por envolvimento no crime.
Câmeras registraram a agressão
Segundo a investigação, Pacheco foi atacado na madrugada de quarta-feira (1º). Imagens de segurança da Rua Itambé mostram o momento em que ele leva um soco, cai no chão e fica desacordado. A polícia acredita que o advogado bateu a cabeça na queda. O grupo levou seu celular, relógio e carteira.
Tentativa de socorro e morte no hospital
Uma pessoa que passava pelo local acionou a Polícia Militar e o Samu. Pacheco foi levado ainda vivo para a Santa Casa de São Paulo, mas não resistiu. Como estava sem documentos, permaneceu 36 horas como desaparecido. Testemunhas relataram que ele apresentava dificuldade para respirar e convulsões antes de morrer.
Linha de investigação
A Secretaria de Segurança Pública confirmou que o caso é tratado como latrocínio, roubo seguido de morte. A polícia apura se a causa da morte foi o impacto da queda ou outro problema de saúde. Vídeos também mostram o advogado deixando um bar e aguardando um carro de aplicativo pouco antes de ser atacado.
Descartada hipótese de intoxicação
No início das apurações, levantou-se a suspeita de intoxicação por metanol, já que Pacheco havia enviado mensagem a amigos mencionando a substância. No entanto, após análise das imagens, essa hipótese foi descartada.
Homenagens e trajetória
O velório de Luiz Fernando Pacheco ocorre nesta sexta-feira (3), na sede da OAB-SP, no Centro. Sócio-fundador do Grupo Prerrogativas, Pacheco atuava há mais de 30 anos na advocacia e era reconhecido pela defesa das prerrogativas profissionais e do direito de defesa. Ele iniciou a carreira no escritório de Márcio Thomaz Bastos e, em 2013, fundou o próprio escritório especializado em direito penal.
Atuação institucional
Na OAB-SP, Pacheco integrou comissões de Direito Penal e de Prerrogativas, chegando a presidir a Comissão de Direitos e Prerrogativas em 2022. Também foi conselheiro estadual da Ordem, vice-presidente do Conselho do IDDD e membro do Conselho Nacional Antidrogas.
Repercussão
Colegas e autoridades lamentaram a perda. O advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do Grupo Prerrogativas, destacou a generosidade e o compromisso de Pacheco com a advocacia. Já o presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, afirmou que a entidade seguirá honrando a luta pelo direito de defesa, causa abraçada por Pacheco ao longo da carreira.






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