Cármen Lúcia autoriza abertura de inquérito para investigar ministro Milton Ribeiro

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (24) a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, estaria favorecendo pastores na liberação de recursos do ministério para prefeituras de aliados. A ministra atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O pedido…

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (24) a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, estaria favorecendo pastores na liberação de recursos do ministério para prefeituras de aliados. A ministra atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O pedido da PGR foi feito nesta terça-feira (22) e tem como base a suspeita de que de que o ministro tenha favorecido pedidos de pastores na concessão de verbas públicas. Segundo a procuradoria, o inquérito vai apurar “se pessoas sem vínculo com o Ministério da Educação atuavam para a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado à pasta”.

“A gravidade do quadro descrito é inconteste e não poderia deixar de ser objeto de investigação imediata, aprofundada e elucidativa sobre os fatos e suas consequências, incluídas as penais”, afirmou a ministra do Supremo no documento.

Nesta terça-feira (22), o jornal “Folha de S.Paulo” divulgou um áudio em que Milton Ribeiro diz que repassa verbas a municípios indicados pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura. A declaração teria sido dada durante uma reunião do ministro com prefeitos.

Cármen Lúcia negou a realização de uma perícia no áudio do Milton Ribeiro.

Em sua decisão, a ministra também autorizou a tomada de depoimentos de:

  • Milton Ribeiro;
  • Gilmar Santos;
  • Arilton Moura;
  • Nilson Caffer;
  • Adelícia Moura;
  • Laerte Dourado;
  • Doutor Sato e Calvet Filho.

A ministra ainda estabeleceu que o Ministério da Educação e a Controladoria-Geral da União (CGU) prestem explicações, em 15 dias, sobre cronograma de liberação das verbas do Fundo Nacional.

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