O deputado estadual Carlos Minc (PSB) entrou com uma representação no Ministério Público Estadual contra o comando do 2º Batalhão de Polícia Militar (Botafogo), na Zona Sul do Rio. A denúncia aponta que policiais fardados teriam participado de um encontro religioso em horário de trabalho, na última semana, no Largo do Machado, no Flamengo.
Segundo o parlamentar, ele mesmo presenciou a cena, quando um grupo de agentes se reuniu na praça do bairro para participar de um momento de oração. Presidente da Comissão do Cumpra-se, da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Minc ressaltou que defende a liberdade religiosa, mas que a prática não pode ocorrer durante o serviço policial.
“Cada um tem direito a liberdade religiosa. Lutamos pela liberdade, sem preconceito. Agora, em horário de serviço não pode. Enquanto estava sendo doutrinado com a Bíblia, o bandido estava assaltando as pessoas no meio da rua. Está errado. Isso é o caminho da teocracia, que é quando se transforma um dogma religioso em política de Estado”, disse.
Na representação, o deputado solicita que o Ministério Público investigue os responsáveis pelo encontro religioso e adote providências para evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer. Ele pede ainda que as lideranças policiais envolvidas sejam submetidas a processo administrativo e responsabilizadas disciplinarmente.
O caso agora será analisado pelo Ministério Público do Rio, que poderá decidir se abre ou não investigação formal sobre a conduta dos policiais e do comando do 2º BPM.
Em nota, a Secretaria de Estado de Governo informou que os policiais fazem parte do Programa Segurança Presente. Segundo a pasta, “os agentes da Operação, por iniciativa própria, se reuniram antes do início do expediente para fazer uma oração.”






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