O jornalista Igor Gadelha, colunista do site Metrópoles, informa, nesta quarta-feira (27/03), que Jair Bolsonaro recebeu a visita do filho Carlos Bolsonaro na Embaixada da Hungria, em Brasília, no período em que se hospedou na representação diplomática, em fevereiro.
Segundo fontes da própria família, Carlos seria o homem que esteve com o ex-presidente na noite do dia 13 de fevereiro, em plena terça-feira de Carnaval.
A estadia de Bolsonaro na representação diplomática foi revelado pelo jornal americano The New York Times, que teve acesso a vídeos do sistema de segurança da embaixada.
As imagens, segundo a reportagem do veículo, mostram que o ex-presidente chegou ao local no dia 12 de fevereiro, segunda-feira de Carnaval, e ficou até 14 de fevereiro.
Os vídeos revelam que, às 20h38 do dia 13 de fevereiro, um homem não identificado chegou no banco traseiro de um carro e adentrou nas dependências da embaixada com uma mochila.
O visitante, que seria o vereador da cidade do Rio, deixou o local 38 minutos depois. Nas imagens, outro homem que parece ser Bolsonaro se despede do visitante na garagem da representação diplomática.
PF investiga visitas a Bolsonaro
Ainda segundo o jornalista, a Polícia Federal investiga as visitas recebidas por Jair Bolsonaro no período em que ficou abrigado na embaixada.
A suspeita da PF é a de que Bolsonaro possa ter usado o local para se encontrar com aliados com os quais está proibido de manter contato por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Segundo a Convenção de Viena, da qual o Brasil é signatário, embaixadas são consideradas invioláveis, sob jurisdição de outros países, não podendo ser objeto de busca, requisição, embargo ou medida de execução.
Isso significa que, mesmo com eventual ordem de prisão do Supremo, Bolsonaro não poderia ser detido dentro da embaixada sem a autorização de autoridades da Hungria.
O ex-presidente brasileiro, vale lembrar, mantém relação próxima com o atual primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. Os dois se encontraram em dezembro, na posse de Javier Milei, em Buenos Aires.





