O candidato da oposição venezuelana, Edmundo González, expressou gratidão ao Brasil e a outros países, em uma postagem no X (antigo Twitter), por seu posicionamento em relação ao resultado contestado das eleições presidenciais na Venezuela.
“Agradecemos à ONU, OEA, União Europeia, Estados Unidos, Brasil, Colômbia, Chile, México, Argentina, Espanha, Itália, Portugal, Peru, Costa Rica, El Salvador, Uruguai, Equador, Panamá, Guatemala, República Dominicana e Paraguai, por apelarem ao respeito pela vontade dos venezuelanos manifestada em 28 de julho, exigindo a publicação pelas assembleias de voto dos registros de votação do CNE, conforme o nosso sistema jurídico e a declaração do Carter Center, observador internacional convidado pelo CNE. A comunidade internacional e os venezuelanos pedem respeito pelos resultados eleitorais e transparência com a publicação de todas as atas. A verdade é o caminho para a paz”, declarou González em sua mensagem nesta quarta-feira (31).
A oposição, liderada por María Corina Machado e representada nas urnas por González, questiona o resultado das eleições presidenciais anunciado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) na segunda-feira (29), que indicou a vitória de Nicolás Maduro.
A ausência da divulgação de todas as atas de votação gerou desconfiança sobre a legitimidade do pleito. Maduro também enfrenta pressão internacional para uma recontagem dos votos. Na terça-feira (30), a Organização dos Estados Americanos (OEA) publicou um relatório apontando irregularidades nas eleições e não reconheceu os resultados.
Nesse contexto, o presidente Lula (PT) declarou, em entrevista à TV Centro América na terça-feira (30), que reconhecerá o resultado da eleição na Venezuela. Contudo, ressaltou a necessidade de as autoridades venezuelanas apresentarem as atas eleitorais para resolver o impasse entre oposição e situação. “É normal que tenha uma briga. Como é que vai resolver essa briga? Apresenta a ata. Se a ata tiver dúvida entre a oposição e a situação, a oposição entra com recurso e vai esperar a Justiça tomar o processo. E aí vai ter uma decisão que a gente tem que acatar”, afirmou Lula.
Com informações de Brasil 247
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