Apesar de Jair Bolsonaro (PL) afirmar publicamente estar “feliz” e “orgulhoso” do indulto que concedeu ao deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), integrantes da campanha do chefe do Executivo avaliam que os ganhos eleitorais do embate com o STF (Supremo Tribunal Federal) são limitados.
A informação é da coluna Painel, da Folha.
O decreto que garantiu a graça ao parlamentar foi, segundo aliados do presidente, a primeira vitória relevante do chefe do Executivo sobre a corte. Mas a avaliação é de que o ato mobilizou e agradou apenas a base de apoiadores.
Bolsonaristas criticam o Supremo e têm como um dos seus alvos favoritos Alexandre de Moraes, ministro relator da ação de Silveira.
Essa não é, contudo, a parcela do eleitorado que a campanha precisa conquistar para inverter o cenário em que Bolsonaro aparece atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas pesquisas.
Pesquisa Datafolha publicada no final de março mostra que o presidente teve singelo fôlego nas intenções de voto, mas continua em segundo lugar, com 26% contra 43% de Lula.
Segundo relatos, a medida foi amplamente comemorada por bolsonaristas mais fiéis, mas fora desse grupo houve divisão na análise da medida.
Em parte dos internautas, a repercussão não foi boa, sendo o ato atrelado a uma demonstração de autoritarismo.






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