A Câmara Municipal do Rio de Janeiro quer votar esta semana, em segunda discussão, o projeto de lei que proíbe oferecer aos alunos e vender nas cantinas de colégios alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, como forma de enfrentar a obesidade na infância e na adolescência.
Com isto, o cachorro quente e o achocolatado podem ter que sair das cantinas e dos refeitórios de escolas públicas e particulares do Rio, sendo substituídos por produtos mais saudáveis, como um bolo produzido por merendeiras e um suco de fruta. A proposta foi aprovada por 31 votos a dez em primeira votação, no último dia 4.
Representantes do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (Ieps), do Instituto Desiderata e da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro (Soperj) defendem a necessidade de crianças e jovens consumirem produtos não industrializados. Pesquisa do Ieps sobre os cardápios das escolas da prefeitura, em 2020, mostrou que 61% tinham algum alimento ultraprocessado. O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, afirma que há quase 20 anos não há cantinas na rede e que o cardápio de suas escolas é preparado pelo Instituto de Nutrição Anne Dias:
No cardápio de 2021, disponível no site da secretaria, há alimentos como feijão, arroz, cubinhos de frango, salada de chuchu com milho e café com leite. Mas há também biscoitos, doces e salgados, e iogurte, que não poderiam ser oferecidos em escolas, pelo projeto de lei.
O artigo segundo da proposta em tramitação cita outros produtos vetados, como refrescos, refrigerantes e bebidas do tipo néctar; embutidos; balas; congelados prontos para aquecimento; panificados cujos ingredientes incluam substâncias como gordura vegetal hidrogenada, açúcar, amido, soro de leite e outros aditivos; e bolos industrializados.






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