Alimentos ultraprocessados entram em debate na Alerj e comissão sugere contratação de mais nutricionistas nas escolas estaduais

Um estudo do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens/USP), mostra que, no Brasil, cerca de 57 mil mortes prematuras por ano – pessoas entre 30 e 69 anos – são atribuídas ao consumo de alimentos ultraprocessados. Atenta aos números, a Comissão de Segurança Alimentar da Assembleia Legislativa da Alerj (Alerj) vem realizando…

Um estudo do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens/USP), mostra que, no Brasil, cerca de 57 mil mortes prematuras por ano – pessoas entre 30 e 69 anos – são atribuídas ao consumo de alimentos ultraprocessados. Atenta aos números, a Comissão de Segurança Alimentar da Assembleia Legislativa da Alerj (Alerj) vem realizando discussões sobre a alimentação escolar, já pensando numa prevenção futura. Nesta quinta-feira (22/06), o colegiado realizou uma audiência pública com representantes da rede estadual de ensino e um dos principais pontos levantados foi a necessidade de contratação de nutricionistas.

Hoje o estado conta com 1,2 mil escolas e 750 mil alunos, sendo que possui apenas duas profissionais em seus quadros. A estimativa é de que seriam necessárias 270 nutricionistas para atender a demanda da rede. A comissão indicou que fará ações junto ao Governo do Estado no sentido de resolver a questão da contratação de nutricionistas para a rede estadual de ensino. “Precisamos fazer uma cobrança clara para o governo garantir a contratação desses profissionais. Há uma demanda muito grande para apenas duas nutricionistas”, ponderou a deputada Marina do MST, presidente do colegiado.

Na audiência, também foi anunciada a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de cobrar e propor soluções com o objetivo de garantir a segurança alimentar dos estudantes da rede pública. Os encaminhamentos propostos na audiência serão enviados, por meio de ofício, à Secretaria de Estado de Educação (Seeduc). A Coordenadora de Alimentação Escolar da pasta, Lívia Ribeira, ressaltou que as políticas públicas em prol da segurança alimentar nas escolas existem e que é preciso executá-las de maneira eficiente.

“Trabalhamos para garantir que os alunos consigam se alimentar na escola e que os agricultores familiares possam escoar suas produções. O recurso existe, a obrigatoriedade de adquirir do pequeno produtor também. Estamos lutando para melhorar nossa atuação em todos os quesitos”, destacou.

A questão desses alimentos também é um problema na cidade do Rio. Uma pesquisa realizada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Fiocruz em 200 escolas municipais apontou que alimentos ultraprocessados estão 126% mais disponíveis nas cantinas do que os alimentos saudáveis. As unidades pontuaram 26 na escala até 100 de quão saudáveis são as cantinas. Os vereadores da capital, inclusive, já aprovaram uma lei que proíbe a venda e oferta de bebidas e alimentos dessa natureza em escolas públicas e particulares.

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