A Câmara Municipal do Rio aprovou, nesta quinta-feira (16), em primeira discussão, o Projeto de Lei Complementar nº 56/2025, que propõe a conversão dos corredores de BRT Transcarioca e Transoeste em Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) ou tecnologia similar. Dos 40 vereadores presentes, 37 votaram a favor e apenas três se posicionaram contra. A proposta ainda precisa passar pela segunda discussão antes de seguir para sanção ou veto do prefeito Eduardo Paes.
Detalhes dos corredores e capacidade
O corredor Transcarioca, que conecta os terminais Alvorada e Fundão, possui 45 estações e capacidade para transportar até 16 mil passageiros por hora em cada sentido. Já o corredor Transoeste, formado pelos terminais Santa Cruz, Mato Alto, Pingo d’Água, Curral Falso, Alvorada e Jardim Oceânico, conta com 41 estações e a mesma capacidade estimada.
Vereadores e especialistas defendem o VLT
Paulo Messina (PL) destacou os benefícios do transporte sobre trilhos: “Quando se tem um trajeto fixo, o transporte sobre trilhos é mais rápido, não poluente, de baixo custo e manutenção simples. Adaptar as pistas já existentes será vantajoso a longo prazo.” O presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), comentou que a inclusão da Zona Sul no projeto está sendo estudada como emenda futura.
Audiência pública discute impactos e viabilidade
Antes da votação, a Comissão de Transportes realizou audiência pública com representantes da Secretaria Municipal de Transportes e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. A secretária Maína Celidonio afirmou que os corredores já possuem calhas e áreas desapropriadas, o que facilita a adaptação para VLT. Segundo ela, apesar do investimento mais alto, a tecnologia oferece maior durabilidade em comparação aos ônibus.
O secretário Osmar Carneiro destacou os benefícios urbanos, sociais e econômicos: redução de emissões, menor número de acidentes, geração de empregos e redução de custos operacionais. Carneiro também citou a possibilidade de utilização de Veículos Leves sobre Pneus (VLPs), tecnologia testada em fábricas na China.
Projetos complementares e críticas da sociedade
Durante a audiência, os secretários mencionaram o VLT de São Cristóvão, que terá 5,2 km de extensão e integração com metrô, trem e ônibus. Por outro lado, Atílio Moraes, representando o Conselho da Cidade, criticou a falta de visão sistêmica, lembrando que projetos anteriores de mobilidade urbana, incluindo os realizados para os Jogos Olímpicos, não resolveram os problemas históricos dos corredores de transporte do Rio.






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