Câmara aprova projeto para barrar construções de prédios que provoquem sombra na orla do Rio

Proposta corrige brecha que permitia construções altas em ruas próximas às praias. Medida segue para sanção da prefeitura

A Câmara do Rio aprovou em definitivo, nesta quinta-feira (11), o projeto que amplia a proibição de construções capazes de projetar sombra sobre o calçadão ou a faixa de areia das praias. O texto, de autoria do vereador Pedro Duarte (sem partido), recebeu 36 votos favoráveis e segue agora para sanção do prefeito Eduardo Paes (PSD).

A proposta fecha uma brecha da legislação atual, que restringe a proibição apenas a edifícios considerados fronteiriços — aqueles erguidos diretamente na orla. Até então, empreendimentos erguidos em quadras internas, mesmo que gerassem sombreamento na praia, poderiam ser autorizados. Com a nova redação, qualquer prédio que projete sombra será barrado, independentemente da rua em que estiver localizado.

O tema ganhou força após a polêmica no ano passado envolvendo a liberação de licenças para dois prédios de cerca de 80 metros em Ipanema. Os empreendimentos, autorizados com base na Lei dos Puxadinhos, poderiam sombrear a areia e desencadearam críticas de urbanistas e moradores, além de mobilizações nas redes sociais.

“Pouco importa se o prédio está na primeira, segunda ou terceira quadra; o que importa é se ele faz sombra na praia. Nosso objetivo é acabar com essa distorção e garantir a proteção da orla”, defendeu Pedro Duarte ainda na primeira votação do texto.

Com a aprovação final, o gabarito de qualquer construção na cidade deverá obedecer a estudos técnicos de insolação. Se houver projeção de sombra no calçadão ou na faixa de areia, a altura terá que ser reduzida.

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