Os vereadores do Rio aprovaram por 38 votos a sete, em 1ª discussão, o PLC 169/2024, que permite a Operação Urbana Consorciada (OUC) do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca. A empresa interessa é ligada ao empresário do Rock in Rio, Roberto Medina. A votação em 2 ª discussão só pode acontecer daqui a 48 horas, ou seja, na próxima quinta-feira (05).
Após a votação, o vereador Pedro Duarte (Novo) disse que ele e o presidente da Casa, vereador Carlo Caiado (PSD) vão apresentar uma emenda ao projeto obrigando a destinação de recursos da operação para minimizar os impactos de mobilidade na região.
A questão da mobilidade vem sendo um dos principais tópicos debatidos pelos vereadores durante as duas reuniões técnicas e a audiência pública que ocorreram antes da votação desta terça-feira (03). Na reunião da semana passada, a prefeitura não garantiu recursos para as intervenções.
O presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), disse que a Casa vai propor algumas emendas, principalmente para garantir a mobilidade dos moradores, e para aumentar o controle e a transparência do processo. “A Barra Olímpica recebeu uma série de investimentos para os Jogos de 2016, então é natural que se transforme em um novo polo de eventos, contribuindo para a nossa economia se fortalecer cada vez mais. Mas precisamos olhar com atenção para alguns pontos e melhorar a vida de quem mora na região”, afirmou Caiado.
A operação consorciada tem como objetivo, através da venda de 1.044.586 milhão de metros quadrados de área total edificável (potencial construtivo), a implantação e manutenção do Parque Olímpico Rio 2016, que abrigará um megaespaço de eventos.
O empreendimento prevê R$ 2,7 bilhões de investimentos e R$ 274 bilhões de impacto financeiro (30 anos), que inclui a construção de um parque temático.
“Somos favoráveis ao empreendimento, mas os moradores e frequentadores da Barra merecem uma resposta em relação a suas preocupações de mobilidade na região”, diz Pedro Duarte.





