Calor, nuvens, chuva e ar seco: como cuidar do pulmão neste fim de semana no Rio?

Temperaturas elevadas, nebulosidade em aumento e baixa umidade exigem atenção redobrada com o aparelho respiratório

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O primeiro fim de semana da primavera trará aos cariocas um pacote de contrastes: calor de até 33°C, céu com aumento de nebulosidade e frente fria, o cenário que pode prejudicar as vias aéreas e aumentar o risco das famosas ‘’ites’’: rinite, sinute bronquite e asma. Para os leitores não saírem mal dessa, Agenda do Poder reuniu dicas e cuidados necessários para manter o sistema respiratório saudável nesses dias.

Segundo o Alerta Rio, a sexta-feira (5) começa com poucas nuvens, mínima de 15°C e máxima de 33°C, sem previsão de chuva, e ventos de intensidade moderada. A nebulosidade aumenta gradativamente no período da tarde, mas o céu ainda será predominantemente claro.

De acordo a meteorologista Mayara Villela, do Sistema Alerta Rio, a mudança no tempo avança com a chegada do sábado. “Nós vamos ter, com a aproximação e passagem de uma frente fria na cidade, aumento de nebulosidade e previsão de chuva fraca a partir do final da manhã de sábado e ao longo do domingo”, conta. 

Ainda segundo a meteorologista, a chuva será de baixa intensidade. Com a passagem da frente fria, as temperaturas devem cair: “Para o fim de semana, teremos máxima prevista de 25°C e mínima em torno de 16°C”.

Riscos à saúde

Na quinta-feira (4), o município registrou baixa umidade do ar. Ao longo do dia, o tempo foi influenciado por um sistema de alta pressão e baixa umidade relativa do ar, com valores entre 21% e 30% para os próximos dias, segundo o sistema do Alerta Rio. Neste caso, os cuidados com as vias aéreas devem permanecer redobrados.

Durante a mudança de tempo, o aparelho respiratório pode ficar ressecado e provocar prejuízos nas defesas do sistema. O cenário favorece o risco de doenças, além de agravar os sintomas de infeções virais e bacterianas. 

Umidade do ar abaixo de 20% apresenta riscos à saúde respiratória, afirma especialista – Crédito: Freepik

O professor de Pneumologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Rogério Rufino, explica que os efeitos aparecem rápido quando o ar fica mais seco.

“Em períodos de baixa umidade do ar, é essencial adotar cuidados para proteger a saúde. A faixa ideal está entre 60% e 80% de umidade, mas quando os índices caem abaixo de 40% já podem surgir desconfortos, como ressecamento da pele, irritação nos olhos e maior risco de infecções respiratórias”, explica. 

Ainda segundo o especialista, em situações críticas, com umidade inferior a 20%, a população fica ainda mais vulnerável. Para driblar o desconforto, as recomendações são: 

  • Reforçar a hidratação:  maior ingestão de líquidos como: água, sucos, água de coco.
  • Evitar exercícios: dar uma desacelerada em atividades intensas nos horários mais secos
  •  Apostar em soluções caseiras: praticar lavagem nasal 
  • Umidificar o ambiente: com uso de toalhas molhadas, bacias com água em diferentes pontos da casa ou até plantas, ajudam a manter o ambiente úmido

Estagiária sob supervisão de Thiago Antunes*

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