Bruno Krupp, o modelo que atropelou e matou um adolescente com sua moto no ano passado, será julgado em júri popular por homicídio com dolo eventual — ou seja, quando se assume o risco de matar. Em decisão assinada ontem, o juiz Gustavo Kalil negou o pedido da defesa para mudar o crime para homicídio culposo, em que não há intenção de matar e cuja pena é menor.
Bruno Krupp poderá recorrer da decisão em liberdade. Ele saiu da prisão com tornozeleira eletrônica em março deste ano, quando o STJ decidiu que a prisão preventiva não pode ser usada como um adiantamento da pena, já que ele ainda não foi julgado
A defesa do modelo culpou a vítima pelo acidente. “Está totalmente comprovado nos autos que se trata, no máximo, de delito culposo, visto que o pedestre atravessou fora da faixa, onze da noite, com o sinal aberto para veículos, tendo ele quadriplicado sua velocidade quando viu a moto, circunstância que, segundo a perícia, foi a causa efetiva do acidente”, diz nota dos advogados.
No dia do acidente, Bruno Krupp pilotava a moto a 150 km/h numa via cujo limite de velocidade é 60 km/h. Ele não tem habilitação para dirigir o veículo e, segundo testemunhas, era conhecido na região por passear com a moto em alta velocidade nos finais de semana.





