Sidinei de Oliveira Silva, conhecido como Nenê, foi brutalmente assassinado na manhã deste sábado (15) em Formoso do Araguaia, Tocantins. O ambientalista, que atuava como brigadista do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foi morto com dois tiros de calibre 12 na porta de sua residência.
Nenê vinha sofrendo ameaças de fazendeiros e grileiros devido à sua atuação no combate a queimadas e invasões em terras indígenas na Ilha do Bananal. Ele integrava o programa do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) e fazia parte da equipe de brigadistas de queima prescrita do Ibama na região Nordeste, composta por quatro profissionais.
Em nota, o Ibama lamentou a perda do brigadista: “Com pesar, o Ibama comunica o falecimento do brigadista do Prevfogo Sidney Silva, um profissional dedicado e experiente no manejo preventivo do fogo. Neste momento de luto, o Ibama se solidariza com a família e amigos, oferecendo o apoio necessário.”
Leandro Milhomem Costa, superintendente do Ibama no Tocantins, destacou a experiência e qualificação de Nenê no manejo do fogo preventivo. “Ele já foi contratado em outros anos pelo Prevfogo do Ibama Tocantins e estava selecionado para atuar junto à Brigada Nordeste da Ilha do Bananal em 2024. Não temos informações sobre a motivação do crime,” afirmou Costa.
A perícia esteve no local do crime, e o corpo de Nenê foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Nenê, um dos principais conhecedores da região, era descendente do Povo Karajá, habitantes seculares das margens do rio Araguaia em Goiás, Tocantins e Mato Grosso. Ele havia prestado apoio logístico à Funai em missões importantes, incluindo o avistamento do povo indígena isolado Avá-Canoeiro, antes dado como extinto, na “Mata do Mamão” da Ilha do Bananal.
O ambientalista também colaborou com o Ministério Público (MP) em investigações sobre invasões de pecuaristas em terras indígenas na ilha.
Com informações de O Globo





