A conduta do juiz federal Marcelo Bretas será julgada na próxima semana. O magistrado durante meses, no ano passado, protagonizou cenas ao lado do presidente Jair Bolsonaro, num indicativo de aproximação política, incompatível com o cargo.
Segundo a colunista, Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o julgamento vai elevar a temperatura no judiciário, pois foi Bretas quem autorizou, nesta semana, a busca e apreensão em escritórios de advocacia entre os quais o do filho do ministro Humberto Martins. E foi exatamente Humberto Martins, à época corregedor nacional de justiça, que determinou que Bretas fosse investigado.
No início do governo, Bretas mantinha também relações de proximidade com Wilson Witzel, de quem viria a se afastar somente após o rompimento do governador com o presidente.
Leia a nota:
O TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) vai julgar a conduta do juiz federal Marcelo Bretas, do Rio, por participar de eventos políticos ao lado do presidente Jair Bolsonaro e do prefeito do Rio, Marcelo Crivella.
O julgamento está marcado para a próxima quinta (17) e deve elevar a temperatura no Judiciário por uma coincidência explosiva: Bretas começou a ser investigado em maio pelo TRF-2 por determinação do presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Humberto Martins, que era então corregedor nacional de Justiça.
Nesta semana, Bretas ordenou busca e apreensão na casa do filho de Humberto Martins, o advogado Eduardo Martins, investigado sob suspeita de ter recebido R$ 82 milhões para atuar em causas da Fecomércio do Rio de Janeiro. Ele foi delatado por Orlando Diniz, ex-dirigente da entidade.
Outros advogados atingidos pela operação também acusam Bretas de parcialidade por uma suposta ligação com o presidente Jair Bolsonaro.
Em fevereiro, Bretas foi com o presidente e Crivella à inauguração de uma alça na Ponte Rio-Niterói e a uma festa evangélica na praia.
BRETAS SERÁ JULGADO PELO TRF-2 POR PARTICIPAR DE ATO COM BOLSONARO
A conduta do juiz federal Marcelo Bretas será julgada na próxima semana. O magistrado durante meses, no ano passado, protagonizou cenas ao lado do presidente Jair Bolsonaro, num indicativo de aproximação política, incompatível com o cargo. Segundo a colunista, Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o julgamento vai elevar a temperatura no judiciário, pois foi…






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