Brasileiro é preso por apontar laser contra aviões próximos ao Aeroporto Internacional de Miami

Episódio aconteceu na noite de 25 de dezembro

O brasileiro Francisco Teixeira, de 45 anos, foi preso pelas autoridades americanas por apontar um laser verde contra aviões que sobrevoavam a área próxima ao Aeroporto Internacional de Miami. O episódio aconteceu na quarta-feira, 25 de dezembro e foi divulgado hoje.

O brasileiro foi detido no hotel La Quinta durante a noite, de acordo com a emissora CBS. Policiais foram acionados para investigar a ocorrência às 20h30, após um piloto da American Airlines alertar as autoridades. Segundo ele, o laser verde estava sendo direcionado a sua aeronave e a um outro avião.

O piloto identificocu o hotel La Quinta como o local de origem dos lasers. Teixeira foi detido e levado para o Centro Correcional Turner Guilford Knight (TGK). A Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) foi notificada do caso. Episódios como esse são classificados nos Estados Unidos como crimes federais.

No tribunal, na manhã desta quinta-feira, 26, Francisco Teixeira contou com o auxílio de um tradutor durante a sessão por não falar inglês.

Segundo o canal de televisão americano WSVN 7, o brasileiro pagou uma fiança de US$ 1,5 mil, o equivalente a R$ 9,2 mil.A juíza Gisela Cardonne Ely determinou que ele jogue fora todos os dispositivos de laser que mantenha em sua posse.

Ele esteve detido no Turner Guilford Knight Correctional Center. Se condenado, ele pode enfrentar penalidades severas, incluindo multas e possível prisão. Até às 22h desta quinta-feira, 26, no entanto, ele ainda não havia deixado a prisão.

A Administração Federal de Aviação (FAA) alertou repetidamente sobre os perigos representados pelos lasers direcionados a aeronaves.

Tais ações podem cegar ou desorientar temporariamente os pilotos durante fases críticas do voo, como decolagem e pouso, aumentando significativamente o risco de acidentes.

A FAA observou que os incidentes relacionados a laser aumentaram em todo o país, com quase 9.500 casos relatados somente em 2022.

Os pilotos são particularmente vulneráveis ​​a ataques de laser quando voam em altitudes mais baixas, perto de aeroportos.

As autoridades enfatizaram que esse comportamento não apenas coloca em risco a vida de passageiros e tripulantes, mas também interrompe as operações do aeroporto e os protocolos de segurança.

Com informações de O Globo

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