Um brasileiro de 45 anos foi preso em Portugal sob suspeita de matar o casal para quem trabalhava havia sete anos e tentar esconder os corpos em uma cisterna na propriedade das vítimas. O crime ocorreu em Lagos, no Algarve, uma das principais regiões turísticas do país.
As informações são da coluna Portugal Giro, de O Globo. Segundo a Polícia Judiciária (PJ), o brasileiro é investigado por “fortes suspeitas de que seja o autor de dois crimes de homicídio qualificado”.
As vítimas são um francês de 79 anos e uma romena de 62. De acordo com a polícia portuguesa, os dois eram empresários do setor de saúde, viviam havia vários anos em Portugal e empregavam o suspeito como caseiro.
Os corpos foram encontrados na residência do casal em Lagos. Ao divulgar informações sobre o caso, a Polícia Judiciária afirmou que as circunstâncias encontradas pelos investigadores indicavam violência.
“Empresários do ramo da saúde, residentes há vários anos em Portugal, para quem o suspeito trabalhava como caseiro, apontando para um quadro de extrema violência”, informou a corporação.
Corpos foram levados para cisterna
A investigação aponta que o casal foi morto com um “objeto contundente”. Até o momento, o instrumento que teria sido utilizado no crime não foi localizado.
Depois das mortes, segundo a Polícia Judiciária, o brasileiro teria levado os corpos para uma cisterna de água existente na propriedade. A suspeita é de que a medida tenha sido tomada para dificultar a localização das vítimas. A polícia afirma ainda que houve uma tentativa de acelerar a decomposição dos cadáveres.
O suspeito “arrastou as vítimas para o interior de uma cisterna de água na propriedade, com o objetivo de esconder os corpos, tentando decompor com produtos químicos”, informou a PJ.
A motivação dos crimes ainda não foi esclarecida pelos investigadores. A polícia também apura se a possível subtração de bens das vítimas está relacionada às mortes. No momento da prisão, segundo a corporação, o brasileiro estava “na posse de bastante dinheiro e objetos de valor presumivelmente pertencentes às vítimas”.
O homem não possui antecedentes criminais, de acordo com as informações divulgadas. Após a prisão, ele será apresentado à Justiça portuguesa para interrogatório e para a definição das medidas de detenção que serão aplicadas enquanto o caso continua sob investigação.







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