O governo dos Estados Unidos planeja fechar consulados e reduzir sua presença diplomática no exterior, impactando países como Brasil e diversas nações europeias. A decisão, parte da política “America First”, pode afetar a capacidade americana de formar alianças e defender interesses estratégicos. Fontes do Departamento de Estado confirmaram que a medida inclui cortes em cidades como Florença, Estrasburgo, Hamburgo e Ponta Delgada, além de um consulado no Brasil, segundo o New York Times. Atualmente, os EUA mantêm representações no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Porto Alegre e Belo Horizonte.
As embaixadas e consulados americanos desempenham funções essenciais, incluindo operações de inteligência, segurança, comércio e cooperação internacional em áreas como saúde e direitos humanos. O fechamento desses postos pode limitar a atuação dos EUA em diversas frentes, ao mesmo tempo em que a China expande sua rede diplomática global. De acordo com o Lowy Institute, Pequim já superou Washington em número de representações internacionais, consolidando sua influência especialmente na Ásia e na África.
A decisão gerou preocupação em setores do governo americano, incluindo a CIA, que utiliza consulados para operações de inteligência. Além disso, pode afetar milhares de trabalhadores locais que formam a base do conhecimento diplomático nos países onde os EUA atuam. Estima-se que dois terços da força de trabalho nas representações sejam de mão de obra estrangeira.
Êxodo de diplomatas nos dois primeiros meses do ano
A medida também ocorre em meio a um êxodo de diplomatas de carreira. Apenas nos dois primeiros meses do ano, cerca de 700 funcionários do Departamento de Estado pediram demissão, incluindo 450 diplomatas. A pressão por cortes se intensificou após a equipe de Elon Musk ser chamada para identificar “gastos excessivos” no governo, incluindo a presença diplomática americana.
Em um memorando interno, o secretário de Estado, Marco Rubio, instruiu embaixadores a manterem apenas o mínimo de funcionários no exterior. Postos vagos por dois anos devem ser eliminados. A decisão levanta dúvidas sobre o impacto na diplomacia americana e sua presença global, incluindo no Brasil.
Com informações de O Globo





