A política armamentista de Jair Bolsonaro fez com que 188.505 armas de fogo fossem registradas no Brasil ao longo de 2021, um crescimento de 6,2% em comparação com o apontado pela Polícia Federal no ano passado.
De acordo com reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, o número já é o maior dos últimos 13 anos, mesmo sem os dados de dezembro terem sido fechados.
Desde que Bolsonaro chegou ao poder, foram editados 38 decretos facilitando o acesso às armas de fogo pela população civil. A PF cadastrou 460.351 armas em 35 meses do atual governo, sendo mais de 143 mil em posse de cidadãos comuns. Os estados com o maior número de armas de fogo registradas foram São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Em comparação com governos anteriores o crescimento é alarmante. O crescimento chega a 228% em relação aos 36 meses até dezembro de 2017, período compreendido pelos governos Dilma Rousseff/Michel Temer, e é 370% maior que o apontado nos 36 meses até dezembro de 2013.
Um outro reflexo da política armamentista do governo Bolsonaro foi a abertura de lojas de armas e munições e de clubes de tiro em todo o país. Até o final de novembro, o Exército havia autorizado a abertura de 1.709 estabelecimentos do gênero.
A diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, Carolina Ribeiro, alerta que o Brasil registra uma das maiores taxas de mortes por armas de fogo em todo o mundo. “78% das mortes violentas no Brasil são praticadas com armas de fogo. Isso é muito maior. A média mundial é de 40%. Então, aqui se morre muito mais por arma de fogo do que em outros países. Existe um risco real de armas legais migrarem para um mercado ilegal. Essas armas podem ser desviadas voluntariamente, podem ser roubadas, podem ser furtadas”, disse.
Internautas relembraram que ele mesmo, o presidente Bolsonaro, já foi assaltado uma vez tempos atrás e ficou sem sua arma e sua moto.






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