O Bradesco e o Santander estão buscando na Justiça uma forma de responsabilizar os acionistas de referência da Americanas – Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira – pelo rombo na varejista.
Segundo o Valor apurou, os bancos entraram com um pedido de auditoria forense. A estratégia é provar que houve fraude na companhia e assim, solicitar a desconsideração de personalidade jurídica da varejista, o que permitiria chegar ao patrimônio pessoal dos sócios.
Ontem, o Valor já havia mostrado que o Bradesco chegou a estudar solicitar uma anulação da recuperação judicial da Americanas, mas acabou optando por outra estratégia, ao ver que a Justiça havia negado pedido semelhante do Safra.
A ideia do Bradesco agora é buscar uma atuação conjunto no Brasil e no exterior – Estados Unidos e Europa, incluindo para chegar aos bens dos sócios na Suíça. O Santander chegou a pedir mesmo a anulação da RJ.
No pedido de auditoria forense, os bancos pedem que sejam colhidos depoimentos do trio da 3G, de Paulo Alberto Lemann (filho de Jorge Paulo e membro do conselho de administração da Americanas) e do ex-CEO Sérgio Rial, que ficou apenas nove dias no cargo e saiu ao nunciar o rombo bilionário. Eles também querem ter acesso a e-mail e outras formas de comunicação desses envolvidos.
Alguns representantes das maiores instituições financeiras já vinham dizendo que avaliavam processar os acionistas de referência da Americanas após a publicação da carta deles no domingo.
Na nota em que afirmaram desconhecer o rombo na varejista eles alegaram que a auditoria PwC checava as informações contábeis com os credores, mas ninguém jamais denunciou irregularidades.
Procurados, Bradesco e Santander não se manifestaram.






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