Ao ser recebido em Santa Cruz do Capibaribe (PE) para sua motociata, ontem, o presidente Jair Bolsonaro foi chamado de “corno” por uma parte das pessoas que estavam nas ruas e que, por certo, se opõem ao governo.
A mensagem, pintada com tinta branca em algumas ruas pelas quais a motociata passaria, é uma referência às revelações feitas por um ex-empregado da família Bolsonaro, que denunciou o esquema de rachadinhas e revelou detalhes da intimidade de seus patrões.
Cartazes e pinturas feitas pela população traziam as frases “Fora, Bolsonaro genocida” e, também, “Fora Bozo” e “Fora Corno”.
Segundo o ex-empregado, Ana Cristina Valle, ex-esposa de Bolsonaro, instalou e operava “rachadinhas” nos gabinetes do clã. Ela só teria saído do comando após Bolsonaro descobrir que era traído com bombeiro.
Essa suposta traição virou assunto nas redes sociais.
Após uma motociata de cerca de duas horas, Bolsonaro discursou a apoiadores no Polo de Caruaru. O presidente atacou novamente o STF, às vésperas dos atos golpistas do dia 7.
Ele afirmou que os que “ousam não nos respeitar serão colocados no devido lugar”. “No próximo dia 7, todos nós temos um encontro com nosso destino. Enquanto juristas procuram quem é o poder moderador do Brasil, eu digo que o poder moderador é o povo brasileiro”, disse o presidente.
Bolsonaro afirmou que, caso ministros da Corte não sejam “enquadrados”, há possibilidade real de ruptura institucional.
“Ruptura essa que eu não quero e nem desejo. E tenho certeza nem o povo brasileiro assim o quer. Mas a responsabilidade cabe a cada poder”, disse.
(Com informações do DCM)






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