Euipes da TV Bahia, afiliada da TV Globo, e do SBT, foram agredidas por seguranças e apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã de ontem (12/12), em Itamaraju, no Sul da Bahia.
O presidente visitou o local atingido por fortes temporais, que deixaram até agora oito mortos, 175 feridos, milhares de casas inundadas e habitantes desabrigados.
De acordo com a TV Globo, a repórter Camila Marinho e o cinegrafista Cleriston Santana estavam esperando o pouso do helicóptero de Bolsonaro, no estádio municipal Juarez Barbosa. Quando o presidente desceu, tanto os repórteres da TV Bahia quanto de outras emissoras tentaram se aproximar com os microfones para entrevistar o chefe do Executivo.
Um dos seguranças de Bolsonaro impediu que os jornalistas se aproximassem, e chegou a segurar a repórter pelo pescoço com o antebraço e dar um “mata-leão” nela, segundo a emissora. A agressão não foi filmada devido à confusão, segundo a TV Globo.
Mas um registro em vídeo mostra outro momento de agressões a jornalistas no mesmo local. Um apoiador do presidente tentou evitar que os repórteres levassem os microfones para perto de Bolsonaro. Um dos microfones encostou nele, que então gritou: “Se bater de novo, vou enfiar a mão na tua cara. Não bata em mim, não batam em mim”, falou. Um dos agressores foi o secretário de Obras de Itamaraju, Antonio Charbel, conhecido como “Tonimaq”.
Assista ao vídeo das agressões Twitter do Metropoles:
Para tirar o foco da inércia do governo federal diante das fortes chuvas que atingiram municípios na Bahia, Bolsonaro mudou de assunto e atacou as restrições de deslocamento decretadas por governadores no combate à pandemia do novo coronavírus.
Questionado sobre como o governo federal ajudaria as famílias que perderam suas casas e seus negócios, Bolsonaro desviou do assunto e comparou a tragédia com os efeitos econômicos causados pelas medidas restritivas.
“Também tivemos uma catástrofe no ano passado, quando muitos governadores, e o pessoal da Bahia, fecharam todo o comércio e obrigaram o povo a ficar em casa. Povo, em grande parte [trabalhadores] informais, condenados a morrer de fome”, afirmou durante entrevista em Porto Seguro (BA).
O governador da Bahia respondeu à agressão de Bolsonaro sem dar trela para suas desculpas:
“Não tenho tempo para politicagem barata”, rebateu, enfatizando que a Defesa Civil Estadual, os Bombeiros, a Secretaria de Infraestrutura e todos os outros órgãos estaduais estão trabalhando no socorro às vítimas e na recuperação dos acessos destruídos pela enxurrada.






Deixe um comentário