Jair Bolsonaro encaminhou um pedido direto aos presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, para que a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro volte à pauta do Congresso. A informação foi dada por Flávio Bolsonaro após visita ao pai na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, nesta terça-feira (25).
Segundo o senador, Bolsonaro o encarregou de transmitir pessoalmente o apelo aos dois chefes do Legislativo. Flávio afirmou que o tema é considerado pelo ex-presidente como sua prioridade absoluta, acima de qualquer discussão sobre apoio a um eventual candidato nas eleições presidenciais de 2026.
Pedido direto a Motta e Alcolumbre
Flávio relatou que Bolsonaro está “indignado e inconformado” com a prisão preventiva decretada pelo Supremo Tribunal Federal, após decisão do ministro Alexandre de Moraes. O senador voltou a criticar a determinação da Corte e disse que seu pai não teria condições de fugir, mesmo que violasse o monitoramento eletrônico.
Ele também mencionou uma piora na condição de saúde do ex-presidente, que continua apresentando crises de soluço. Segundo Flávio, há risco de broncoaspiração e infecção pulmonar. “Isso pode ser letal”, afirmou.
Disputa sobre o texto da anistia
A anistia voltou ao centro do debate político desde agosto, após a prisão preventiva de Bolsonaro. O projeto tramita em regime de urgência na Câmara, mas encontra divergências profundas entre o relator, Paulinho da Força, e a bancada do PL.
A proposta de Paulinho busca evitar confronto com o STF, que já firmou entendimento de que anistia, graça e indulto não se aplicam a crimes contra o Estado de Direito. O relator sugere revisar as penas e ajustar as dosimetrias dos crimes relacionados aos ataques de 8 de janeiro, em vez de conceder perdão total.
Aliados de Bolsonaro, por outro lado, insistem em uma anistia completa, o que poderia beneficiar condenados e investigados pelos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília.






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