Bolsonaro mente na Cúpula da Democracia, omite casos de corrupção na compra de vacinas, rachadinhas, e processos contra jornalistas pela LSN

O discurso do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Cúpula da Democracia, nesta sexta-feira (10/12), foi considerado altamente constrangedor, ao mentir sobre vários aspectos de seu governo, especialmente sobre corrupção, ataque aos direitos humanos, gabinete do ódio e fake news, além de omitir os casos de rachadinha nos gabinetes de seus filhos e em sua passagem pela…

O discurso do presidente Jair Bolsonaro (PL) na Cúpula da Democracia, nesta sexta-feira (10/12), foi considerado altamente constrangedor, ao mentir sobre vários aspectos de seu governo, especialmente sobre corrupção, ataque aos direitos humanos, gabinete do ódio e fake news, além de omitir os casos de rachadinha nos gabinetes de seus filhos e em sua passagem pela Câmara como deputado federal.

Mesmo investigado e acusado de vários crimes na CPI da Covid, que investigou corrupção na compra de vacinas, Bolsonaro anunciou plano de combate à corrupção inexistente, escondeu os processos que mandou abrir pela Lei de Segurança Nacional contra jornalistas e colunistas, atacando a liberdade de expressão, que no discurso defendeu,  e mencionou os direitos humanos como preocupação de seu governo, quando na realidade foi contra direitos de índios, gays e agrediu verbalmente mulheres e negros.

O evento é organizado pelo governo dos Estados Unidos.

Em sua fala,  o chefe do Executivo brasileiro fantasiou que o Brasil adotou “o mais ambicioso e abrangente plano anticorrupção da história” do país e voltou a mentir que não houve, durante seu governo, “uma denúncia sequer” de corrupção, apesar de vários casos denunciados pela imprensa e pela CPI da Covid.

Ao falar sobre liberdade de expressão, Bolsonaro afirmou que “as liberdades de pensamento, associação e expressão, inclusive na internet, são algo essencial para o bom funcionamento de uma democracia saudável”. “Valorizamos o direito de todos expressarem suas opiniões e de serem ouvidos”, disse, omitindo os casos de uso da Lei de Segurança Nacional contra jornalistas e colunistas e confundindo ataques criminosos às instituições nacionais como mera expressão de opinião, além de espalhar fake news que fizeram o STF abrir investigação sobre elas.

O presidente brasileiro declarou ainda, causando certa perplexidade pelos elogios que faz à ditadura brasileira, que durou 21 anos e matou e torturou centenas,  “que os Estados Unidos podem contar com o Brasil para o “fortalecimento da democracia” mundial.”

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