Bolsonaro mantém emendas do “orçamento secreto” ao sancionar diretrizes do orçamento de 2023, ou de Lula, ironizam

O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos a lei que define as diretrizes do orçamento da União de 2023. O texto foi assinado nesta terça-feira (9) e publicado no “Diário Oficial da União” desta quarta (10). Entre outros pontos, o texto sancionado por Bolsonaro mantém a previsão de pagamento das chamadas emendas parlamentares conhecidas como “orçamento…

O presidente Jair Bolsonaro sancionou com vetos a lei que define as diretrizes do orçamento da União de 2023. O texto foi assinado nesta terça-feira (9) e publicado no “Diário Oficial da União” desta quarta (10). Entre outros pontos, o texto sancionado por Bolsonaro mantém a previsão de pagamento das chamadas emendas parlamentares conhecidas como “orçamento secreto”.

Nas redes sociais internautas ironizaram a sanção para o orçamento de 2023 dizendo que era “o orçamento do primeiro ano de Lula no poder”.

O projeto que deu origem à lei foi aprovado em julho pelo Congresso Nacional. A lei sancionada por Bolsonaro tem 36 vetos, que deverão ser analisados posteriormente pelo Congresso e poderão ser mantidos ou derrubados.

A transparência dessas emendas é questionada em ações no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal de Contas da União (TCU).

Emendas parlamentares são recursos destinados por deputados e senadores para obras, geralmente em suas bases eleitorais.

Pelo texto sancionado por Bolsonaro, as emendas do “orçamento secreto” terão o mesmo valor das emendas de bancada e individuais, somadas.

Saiba outros pontos sancionados na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023:

  • Salário mínimo: R$ 1.294,00;
  • Inflação: 3,3%;
  • Crescimento do PIB: 2,5%
  • Taxa Selic: 10%.

O texto da LDO sancionado por Bolsonaro manteve a previsão aprovada pelo Congresso de o salário mínimo em 2023 ser de R$ 1.294 — o valor atual é de R$ 1.212.

Segundo o governo, a projeção para o ano que vem segue a previsão de crescimento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Esse índice calcula a inflação para famílias de baixa renda e é usado como referência para reajustes salariais e benefícios do INSS.

“Para o salário mínimo, considerou-se a manutenção de seu valor real a partir da correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, informa a LDO.

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