O ex-presidente Jair Bolsonaro não apresenta sinais de infecção e segue com previsão de alta hospitalar para esta sexta-feira (27), segundo boletim médico divulgado nesta quinta-feira.
De acordo com o comunicado, Bolsonaro teve evolução positiva nos últimos dias e deixou o quadro agudo da doença. “No momento encontra-se sem sinais de infecção aguda, com boa evolução clínica. Deverá permanecer em vigilância clínica pelas próximas 24 horas, com previsão de alta hospitalar no dia 27 de março”, informou o hospital, segundo o g1.
Evolução clínica e previsão de alta
O cardiologista Brasil Caiado afirmou que o ex-presidente respondeu bem ao tratamento com antibióticos, cujo ciclo se encerra nesta quinta-feira (26). Segundo ele, a equipe médica já trabalha na transição para o retorno ao ambiente domiciliar.
“Nós todos já estamos em uma programação de transição para casa. Como o antibiótico termina o ciclo amanhã, estamos com uma programação para alta para sexta-feira”, explicou o médico. Ele acrescentou que Bolsonaro saiu do quadro mais crítico ao longo da semana e manteve evolução consistente.
Ainda de acordo com Caiado, a expectativa é que a alta ocorra entre a manhã e a tarde de sexta-feira, caso o quadro siga estável durante o período de observação.
Preparação da casa e cuidados após a alta
Com a possibilidade de retorno, a residência do ex-presidente está sendo adaptada para garantir segurança e continuidade do tratamento. O médico destacou que o ambiente domiciliar pode ser mais confortável, mas exige cuidados adicionais.
“O ambiente domiciliar está em preparação pela família, porque a decisão foi bastante recente. Para que nós tivéssemos a redução de riscos para ele no ambiente residencial”, afirmou. Ele ressaltou que a estrutura de um hospital é mais completa, o que exige atenção redobrada em casa.
Entre as medidas adotadas está a instalação de uma cama adequada para reduzir problemas de refluxo, apontado como uma das principais questões de saúde atuais do ex-presidente.
Prisão domiciliar e acompanhamento médico
A permanência em casa ocorre no contexto da prisão domiciliar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A decisão levou em conta as condições de saúde de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Neste mês, o ex-presidente chegou a ser transferido para a unidade conhecida como Papudinha, que oferece suporte médico contínuo, incluindo fisioterapia e atendimento 24 horas. Mesmo com a alta, ele deverá seguir sob acompanhamento médico rigoroso.
A expectativa da equipe é que, com a estabilização do quadro, o tratamento possa ser conduzido fora do hospital, mantendo vigilância clínica para evitar recaídas.






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