O ex-presidente Jair Bolsonaro completou, nesta sexta-feira (20), uma semana internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital DF Star, em Brasília. Segundo boletim médico divulgado hoje, ele segue em tratamento com antibióticos endovenosos e ainda não há previsão de alta.
Apesar do período prolongado de internação, a equipe médica informou que Bolsonaro apresentou boa evolução clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com resposta considerada positiva ao tratamento.
Tratamento intensivo e evolução gradual
Internado desde a última sexta-feira (13), o ex-presidente trata uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração — condição em que conteúdo do estômago ou secreções são aspirados para as vias respiratórias, podendo provocar infecção pulmonar.
De acordo com os médicos, Bolsonaro permanece em uso de antibioticoterapia endovenosa e continua sob suporte clínico intensivo. O tratamento inclui também sessões de fisioterapia respiratória e motora, consideradas essenciais para a recuperação.
“O ex-presidente mantém boa evolução clínica e laboratorial, em uso de antibioticoterapia endovenosa. Segue com suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta da UTI neste momento”, informou o boletim médico.
Monitoramento constante e quadro clínico
Bolsonaro foi hospitalizado após apresentar sintomas como febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio. Desde então, a evolução tem sido descrita como gradual.
A permanência na UTI, segundo a equipe médica, é necessária para garantir monitoramento contínuo, além de prevenir complicações comuns em quadros de pneumonia associada à broncoaspiração, que podem comprometer a oxigenação e a recuperação pulmonar.
A expectativa dos médicos é que o período total de internação alcance cerca de 14 dias, a depender da resposta ao tratamento e da estabilidade clínica do paciente.
Impacto jurídico e acompanhamento do STF
O estado de saúde do ex-presidente também passou a influenciar discussões jurídicas em andamento. Na quinta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou informações detalhadas à equipe médica sobre o quadro clínico de Bolsonaro.
O pedido ocorre no contexto da análise de solicitações relacionadas ao regime de cumprimento de pena, incluindo a possibilidade de prisão domiciliar, tema que segue em avaliação pela Corte.






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