Bolsonaro deixa UTI, mas segue internado sem previsão de alta, diz boletim médico

Ex-presidente permanece em tratamento no hospital DF Star após diagnóstico de pneumonia

O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado sem previsão de alta hospitalar, de acordo com boletim médico divulgado nesta terça-feira (24) pelo hospital DF Star, em Brasília. Ele está na unidade desde o último dia 13 de março.

Na segunda-feira (23), Bolsonaro apresentou melhora clínica e recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo transferido para um quarto. Apesar da evolução, o ex-presidente continuará sob cuidados médicos.

Quadro clínico e tratamento

Segundo o boletim, Bolsonaro segue em tratamento com antibióticos administrados por via endovenosa, além de suporte clínico e sessões de fisioterapia respiratória e motora.

“Devido à melhora clínica, o paciente recebeu alta da unidade de terapia intensiva no dia de ontem. No momento, segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora. Não há previsão de alta hospitalar”, informou a equipe médica.

O ex-presidente foi internado após passar mal na unidade prisional da Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena. Ele foi diagnosticado com pneumonia decorrente de broncoaspiração.

PGR defende prisão domiciliar

Paralelamente ao quadro de saúde, a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à concessão de prisão domiciliar para Bolsonaro.

O pedido foi feito pela defesa do ex-presidente e será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes. No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta que o estado de saúde de Bolsonaro justifica a flexibilização do regime prisional.

Argumentos sobre saúde e risco

De acordo com Gonet, a condição clínica do ex-presidente exige cuidados constantes que não podem ser plenamente garantidos no sistema prisional.

“A evolução clínica do ex-presidente, nos termos expostos pela equipe médica, recomenda a flexibilização do regime, em linha com o que admite o Supremo Tribunal em circunstâncias análogas”, afirmou.

O procurador também destacou que a concessão de prisão domiciliar atende ao dever do Estado de preservar a integridade física e moral de pessoas sob sua custódia. Segundo ele, o quadro de comorbidades de Bolsonaro aumenta o risco de novos episódios de mal-estar, o que reforça a necessidade de acompanhamento contínuo fora do ambiente prisional.

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