O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificou de “perseguição implacável” a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (25) e que teve como alvo Alexandre Ramagen, que, durante o governo bolsonarista, foi dirigente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). A informação é de Igor Gadelha, do Metrópoles.
Ramagen, que atualmente é deputado federal pelo PL do Rio, também é pré-candidato à prefeitura da cidade este ano. Ele é suspeito de ter comandado um esquema de espionagem ilegal contra desafetos de Bolsonaro na época que estava à frente da agência.
Bolsonaro compartilhou um vídeo no qual Ramagem se defende das suspeitas que motivaram a busca e apreensão em seu gabinete na Câmara e em seu apartamento funcional em Brasília.
A operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, o grupo criminoso teria se instalado na Abin com o objetivo de coletar informações sigilosas sobre adversários políticos de Bolsonaro, como ministros do STF, parlamentares e jornalistas..
Bolsonaro, que está de férias em Angra dos Reis (RJ), onde saiu em defesa do deputado e compartilhou um vídeo no qual Ramagen se defende das acusações.
Em sua defesa, Ramagem afirmou que o sistema de monitoramento pivô da investigação foi adquirido em 2018, durante o governo Michel Temer, e com aval da Advocacia-Geral da União (AGU).
Ramagem pretendia viajar a Angra dos Reis no final de semana para o lançamento da pré-candidatura do empresário bolsonarista Renato Araújo (PL) à Prefeitura de Angra.
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