O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está empenhado em impedir a aprovação da proposta de reforma tributária no Senado, que deve ser votada nesta quarta (8). Na noite dessa terça (7), ele participou de um jantar com a bancada do PL, na sede do partido, quando encarregou os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) e Rogério Marinho (RN) de passar a recomendação contra o texto aos demais senadores de seu grupo político.
Nos adjetivos usados pelo ex-presidente no encontro, segundo parlamentares presentes ao jantar, a reforma tributária é “extorsiva”, no que diz respeito à tributação, e “comunista”, por ser de interesse dos governistas.
O ex-presidente tenta reverter a tendência observada na Câmara, em junho, quando o PL deu 20 votos a favor e 75 contrários à reforma tributária — na ocasião, a divergência gerou uma briga entre os parlamentares em um grupo de Whatsapp. A articulação de Bolsonaro contra o texto não surtiu efeitos naquele momento.
De acordo com senadores ouvidos pelo Globo, a situação no Senado é diferente, já que toda a bancada está formalmente instruída a votar de forma contra a proposta.
Na Câmara, o PL liberou os seus parlamentares para que votassem da maneira que achassem pertinente. A tentativa dos bolsonaristas, agora, é fazer com que os apoiadores filiados a outros partidos também troquem seus votos. Parlamentares do Norte e Nordeste, no entanto, ponderaram ser difícil ir contra, já que a reforma poderá favorecer a arrecadação de seus estados.
Com informações de O Globo





