Rodrigo Vilela (correspondente em Brasília)
Não bastassem as divergências de correntes internas do PL, que disputam em relação ao nome que ocupará o mandato-tampão do governo do Rio após a saída de Cláudio Castro da cadeira para concorrer ao Senado, uma outra sombra paira sobre a indicação: a possibilidade de Eduardo Paes judicializar uma eleição indireta, via Alerj. Há o temor de que o prefeito da capital aproveite o espaço de tempo em que o posto terá que ser ocupado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio – o primeiro nome na linha de sucessão – para pedir à Justiça para que ele siga no cargo, alegando uma possível manobra eleitoral.
Neste caso, a estratégia bolsonarista se frustraria em diversos aspectos. Por um lado, os correligionários deixariam de ter alguém 100% alinhado ao bolsonarismo e com trânsito livre no Palácio Guanabara, capaz de “jogar junto” pela campanha dos aliados. Por outro, como é defendido por parte do partido, caso o titular no mandato-tampão seja o nome que vá às urnas, o mesmo ficaria sem a visibilidade necessária que a gestão do Palácio Guanabara lhe daria.
O governador Cláudio Castro não abre mão do nome de Nicola Miccione para o posto. O secretário de Casa Civil do governo, no entanto, não será o candidato do partido nas urnas. Castro admite até mesmo renunciar à provável candidatura ao Senado caso não viabilize o nome de seu Chefe da Casa Civil. Por outro lado, uma ala mais próxima do senador Flávio Bolsonaro acredita que o nome escolhido para o mandato-tampão deve ser o representante das urnas. O deputado Altineu Côrtes defende o nome de Douglas Ruas para a missão.
A questão só será definida depois do carnaval.







Deixe um comentário