Semanas antes de falecer, o ex-ministro Gustavo Bebiano manifestou preocupação com a possibilidade de o presidente Jair Bolsonaro tentar dar um autogolpe para se perpetuar no poder, ao arrepio das instituições democráticas. Numa conversa íntima com o amigo Paulo Marinho, Bebiano chegou a dizer que Bolsonaro, acuado pelas críticas crescentes ao visível fracasso de seu governo, poderia tentar uma aventura golpista. A revelação foi feita por Paulo Marinho, em entrevista exclusiva ao Jogo do Poder, que vai ao ar no próximo domingo, às 22h pela Rede CNT de Televisão.
Pré-candidato à Prefeitura do Rio pelo PSDB, Paulo Marinho fez dois movimentos durante a entrevista. Primeiro, alfinetou Eduardo Paes, afirmando que ele deve entender que já cumpriu o seu papel como prefeito, realizando com brilho a tarefa. Em seguida, fez um chamamento à unidade das forças de centro, entre as quais inclui o ex-prefeito. “Ele terá um papel decisivo na construção da aliança deste campo, que será fundamental para a vitória”, completou.
Após discorrer sobre as razões que o levaram a se candidatar, especialmente a súbita morte de Bebiano, Marinho fez duras críticas ao prefeito Marcelo Crivella, cuja administração classificou como desastrosa. Na sua opinião, a engenharia política de Crivella, construindo pontes com a família Bolsonaro, não produzirá resultados eleitorais sólidos. Ele crê que nada mudará o juízo negativo dos cariocas em relação à administração do atual prefeito. “Escolher a progenitora do 01, do 02 e do 03 como vice é algo sem menor sentido. Só mesmo Crivella para acreditar nisto. E outra: Bolsonaro já está com muito problema em Brasília para ficar preocupado com a eleição aqui”, desdenhou.
O pré-candidato tucano fez também reparos à estratégia de Eduardo Paes de se ocupar apenas de temas consensuais da vida cultural da cidade , como samba e carnaval, não se posicionando com clareza sobre à política nacional. “Eduardo imagina que vai ter o voto de todo mundo, mas está redondamente enganado. A tropa de Bolsonaro não vota nele de jeito nenhum. Ele precisa se posicionar”, acrescentou.
Marinho disse ainda que a renovação da política no Rio passa por uma oxigenação de todos os setores. Citou, por exemplo, a Firjan, cujo presidente Eduardo Eugênio Gouveia Vieira, controla a entidade a inacreditáveis 25 anos. “Ele tem que entender que isto precisa mudar. Não dá mais”.






Deixe um comentário