O ex-jogador e tetracampeão mundial Bebeto visitou nesta segunda-feira (3) a exposição em homenagem aos 75 anos do Maracanã, montada no Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. A mostra, idealizada pelo colecionador Alex Braga e promovida pelo Parlamento fluminense, teve sua visitação prorrogada até o dia 10 de novembro e conta com entrada gratuita.
Durante a visita, o ex-atacante relembrou momentos marcantes de sua carreira e destacou o significado simbólico do estádio para o futebol brasileiro.
“Este estádio representa a realização de um sonho. Quando eu era menino, lá em Salvador, sonhava jogar aqui com meus ídolos – Zico, Adílio, Andrade – que a vida depois me deu como irmãos. Deus foi maravilhoso comigo: cheguei ao Flamengo, joguei ao lado do Zico e consegui fazer história. Já atuei em vários estádios do mundo, inclusive em Wembley, mas nenhum é como o Maracanã. Aqui é emoção pura”, afirmou.
Ideia de Zico inspira apoio de Bebeto a novo museu
O ex-artilheiro, que também exerceu três mandatos como deputado estadual, apoiou a proposta feita por Zico ao presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), de criar o Museu do Futebol do Rio. Para Bebeto, a iniciativa é uma forma de eternizar a história do esporte e reconhecer sua importância cultural.
“Essa ideia é maravilhosa, ainda mais vinda do Galinho. Ele e o Roberto Dinamite foram minhas grandes inspirações. Tive a honra de jogar com os dois, mesmo que por pouco tempo, e isso me marcou muito. O futebol é a paixão do nosso povo, e por isso a importância de se ter um espaço como esse no Rio”, disse.
Com mais de 400 peças em exibição, a mostra reúne itens inéditos e raros de grandes momentos do futebol e da história do Maracanã. O acervo pertence aos colecionadores Alex Braga e Antônio Martins Peixoto Neto, o Toninho, que acompanhou Bebeto na visita e destacou o valor de preservar a memória esportiva.
“Já coleciono esses itens há mais de 30 anos. O futebol é uma grande paixão minha, e viver no Rio, berço e cenário de tantos jogos e eventos históricos, é um privilégio. Se tivéssemos um museu permanente seria algo espetacular”, afirmou.
Relíquias e ídolos que marcaram gerações
Logo na entrada do Palácio Tiradentes, os visitantes se deparam com a cadeira perpétua de 1950, símbolo da inauguração do Maracanã. Entre os destaques do acervo estão a bola usada por Pelé em sua despedida da Seleção Brasileira, em 1971, e uma camisa autografada por Garrincha em seu último jogo no estádio.
A exposição também dedica espaço à trajetória de Bebeto, exibindo a camisa usada na Copa do Mundo de 1994, uma camisa autografada do Vasco, outra do Deportivo La Coruña e um quadro com a famosa foto da comemoração “embala neném”, ao lado de uma revista da Copa de 1994, em que aparece com Romário.
Outros momentos marcantes do estádio também são lembrados, como a visita do Papa João Paulo II e o show de Frank Sinatra. O público pode ainda revisitar ídolos e jogos que fizeram do Maracanã um templo mundial do futebol, com peças relacionadas a nomes como Zico, Romário, Renato Gaúcho e Maradona.






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