Na última reunião sob a presidência de Roberto Campos Neto, o Banco Central (BC) elevou a taxa Selic em 1 ponto percentual, para 12,25% ao ano, e indicou que mais dois aumentos da mesma magnitude devem ocorrer nas próximas reuniões. “Diante de um cenário mais adverso para a convergência da inflação, o Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, ajustes de mesma magnitude nas próximas duas reuniões”, declarou o Copom.
A decisão foi motivada pela aceleração das expectativas inflacionárias, intensificada pela desvalorização do real e por pressões externas e internas. A última vez que o BC adotou um aumento dessa dimensão foi em maio de 2022, durante a pandemia.
Campos Neto destacou que a medida reflete a necessidade de endurecer a política monetária. “O cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, elevação das projeções de inflação, dinamismo acima do esperado na atividade e maior abertura do hiato do produto, o que exige uma política monetária ainda mais contracionista”, explicou.
Se a trajetória projetada se concretizar, a Selic pode alcançar 14,25%, nível registrado pela última vez no governo Dilma Rousseff. O BC também reforçou que o ciclo de ajustes dependerá da evolução das expectativas e da dinâmica da inflação, além do impacto das políticas fiscais e do câmbio.
Com informações de O Globo
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