O ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que as ações derivadas do inquérito das fake news devem ser analisadas ao longo de todo o ano de 2025. Em encontro com jornalistas nesta segunda-feira (9), Barroso destacou que a multiplicação de fatos relacionados à investigação, iniciada em 2019, prolongou o andamento do caso.
“Até o fim deste ano, todo o material estaria com o PGR. De fato, está com o PGR. Mas, mesmo que ele faça alguns arquivamentos ou denúncias no início, ainda terá água para passar embaixo dessa ponte. Vamos ter ainda um ano lidando não com o inquérito, mas com as ações deles”, explicou Barroso.
O ministro ressaltou que há um acordo com o relator do inquérito, Alexandre de Moraes, para que todo o material fosse enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR). “Foi atípico, mas olhando em perspectiva acho que foi necessário. O inquérito está demorando porque os fatos se multiplicaram ao longo do tempo”, justificou.
“Inquérito foi decisivo para salvar a democracia”, diz Barroso
Barroso defendeu o impacto do inquérito para a proteção da democracia, mencionando episódios como os ataques de 8 de janeiro e o atentado na estátua da Justiça em novembro deste ano. “O inquérito, com todas as suas singularidades, foi decisivo para salvar a democracia”, enfatizou.
O inquérito, instaurado de forma atípica em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, enfrentou críticas por não ter sido solicitado pelo Ministério Público. Entretanto, ao longo do tempo, ganhou legitimidade à medida que cresciam as ameaças à democracia durante o governo Jair Bolsonaro.
Apesar de sua relevância, a duração do processo tem gerado críticas, inclusive de Moraes, que afirmou em dezembro que “ele vai ser concluído quando terminar”.
Com informações da Folha de S.Paulo





