Barroso esclarece aposentadoria e minimiza sanções dos EUA

Ministro do STF afirma que decisão de se aposentar não está ligada ao cancelamento de seu visto americano

Em coletiva nesta quinta-feira (9), o ministro Luís Roberto Barroso anunciou sua aposentadoria antecipada do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a decisão não teve relação com as sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos. Em julho, os EUA suspenderam os vistos de Barroso, Alexandre de Moraes e outros sete ministros, justificando que o Judiciário brasileiro promove uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe.

Sanção não determina escolhas pessoais
Barroso afirmou que, apesar de não encarar a sanção de forma indiferente, vive “a vida como ela vem”. “Pessoalmente, tenho ligações acadêmicas com os EUA de longa data. Estudei lá, fiz meu mestrado, pós-doutorado e tenho vínculo com a Escola de Governo de Harvard. Se consertar isso, vou ficar muito feliz. E, se não consertar, a vida segue”, declarou.

Planejamento de longa data
O ministro explicou que já calculava a data de aposentadoria há 12 anos, considerando o tempo necessário para eventualmente assumir a presidência do STF. “Há dois anos eu havia informado ao presidente que essa era uma intenção possível. Não me comprometi, mas era uma intenção planejada. Não tem nenhuma relação com os EUA”, disse.

Mensagem sobre sanções aos colegas
Barroso também comentou sobre as medidas impostas a Alexandre de Moraes e à esposa do colega, classificando-as como baseadas em uma narrativa falsa e reforçando a necessidade de desmenti-las. “Acho que cumprimos bem nosso dever e não me é indiferente o tipo de sanção que recaiu sobre eles. Foi um movimento errado que precisamos continuar a esclarecer”, concluiu.

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