Barroso comemora decisão do STF que determina execução imediata de penas impostas por tribunal do júri

Ministro diz que sempre ficou constrangido ao ver condenado por homicídio sair livre, mesmo após condenação

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, expressou nesta sexta-feira (13) sua satisfação com a decisão da Corte que determinou a execução imediata da pena para condenados por homicídio no tribunal do júri, mesmo que ainda possam recorrer a outras instâncias. Em palestra no Encontro Nacional dos Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário (FestLabs), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Barroso afirmou que essa decisão elimina a situação desconfortável em que condenados por homicídio podem sair do tribunal ao lado da família da vítima que estava presente na sessão, algo que sempre lhe causou constrangimento.

“Ontem o Supremo tomou uma decisão muito importante que é a execução imediata em caso de julgamento no tribunal de júri que acaba com essa história que toda a vida me constrangeu imensamente que é ao final do júri o condenado pelo homicídio sair ao lado da família da vítima que estava presente”, afirmou.

Barroso explicou que, embora haja a possibilidade de recursos, as estatísticas mostram que mudanças nas decisões do júri são raras, ocorrendo mais frequentemente em casos de absolvição. O ministro ressaltou que essa decisão foi embasada por dados que demonstram que alterações em condenações são mínimas.

A decisão do STF foi apoiada pelos ministros André Mendonça, Cármen Lúcia e Dias Toffoli, mas encontrou divergências. O ministro Gilmar Mendes argumentou que, embora a soberania dos veredictos do júri seja reconhecida pela Constituição, ela não é absoluta e pode ser revista em casos manifestamente contrários às provas. Já o ministro Edson Fachin sugeriu que o STF reconheça como constitucional a execução imediata das penas superiores a 15 anos, conforme a lei.

A decisão tem repercussão geral e impactará outros processos, como o caso da Boate Kiss, cujos réus foram novamente presos após a decisão do STF. O evento contou com a presença de autoridades judiciais do Rio de Janeiro.

Com informações de O Globo

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