O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, classificou como “estarrecedoras” as revelações sobre um suposto plano golpista para impedir a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A denúncia, investigada pela Polícia Federal (PF), ganhou repercussão pública nesta terça-feira (19).
“Nós amanhecemos hoje com notícias estarrecedoras sobre uma possível tentativa de golpe que teria ocorrido no Brasil após as últimas eleições presidenciais”, afirmou Barroso durante sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também preside.
Embora tenha destacado que as investigações ainda estão em andamento, Barroso alertou sobre a gravidade dos fatos:
“Tudo sugere que estivemos mais próximos que imaginávamos do inimaginável. O que é possível dizer neste momento é que o golpismo, o atentado contra as instituições e contra os agentes públicos que as integram nada tem a ver com ideologia ou com opções políticas. É apenas a expressão de um sentimento antidemocrático e de desrespeito ao Estado de Direito.”
O magistrado também classificou o caso como uma “desonra” para o país e defendeu o fortalecimento das instituições democráticas:
“Felizmente, o país superou os ciclos do atraso, mas é preciso empurrar para a margem da história comportamentos como esses, que estão sendo noticiados pela imprensa e que são uma desonra para o país.”
Barroso destacou ainda que os crimes em investigação estão previstos no Código Penal e elogiou a atuação da PF no caso. Para ele, o funcionamento harmônico das instituições republicanas é motivo de confiança:
“Um alento é saber que as instituições republicanas estão funcionando de forma harmônica, como deve ser em uma democracia.”
Com informações do Metrópoles
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