A situação econômica difícil e, recentemente, a ameaça de ascensão eleitoral de um ultradireitista que promete fechar o Banco Central e adotar o dólar como moeda oficial, não criaram problemas apenas para os empresários brasileiros que exportam para a Argentina. Agora, o Banco Itaú anunciou que está saindo do país.
Vai vender tudo que tem por lá, mesmo com prejuízo, e sair antes que tudo fica ainda pior.
O Itaú é o maior banco privado da América do Sul, atuando em praticamente todos os países.
Anunciou ontem que, na Argentina, terá apenas um escritório para atender os clientes milionários.
O Itaú Unibanco anunciou nesta quinta-feira (24) que fechou um acordo para vender sua operação na Argentina para o Banco Macro, uma a instituição local, por cerca de R$ 250 milhões.
O banco atuava no país havia 44 anos.
Segundo o Itaú, “estima-se que o impacto não-recorrente desta transação no resultado do Itaú Unibanco seja negativo em aproximadamente R$ 1,2 bilhão, que será reconhecido quando a transação for concluída”.
O Itaú Unibanco não informou o motivo para a venda da operação na Argentina, cujo anúncio ocorreu no mesmo dia em que o Brics — que reúne Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul — fez convite formal para entrada do país no grupo.





