Bárbara Elisa Yabeta Borges, de 28 anos, morreu na tarde desta sexta-feira (31) após ser baleada na cabeça enquanto seguia de carro por aplicativo pela Linha Amarela, uma das principais vias expressas da Zona Norte do Rio de Janeiro. A jovem, que vinha da Ilha do Governador com destino ao Cachambi, estava no banco traseiro do veículo quando o motorista ouviu disparos, na altura da passarela do Fundão.
Ferida gravemente, ela foi levada ao Hospital Geral de Bonsucesso, mas não resistiu. O caso reacendeu o debate sobre a escalada da violência na cidade e a insegurança em áreas de intenso tráfego.
Viagens, esportes e amor pela natureza
Segundo reportagem do portal g1, Bárbara era bancária e mantinha uma rotina ativa e costumava registrar em suas redes sociais momentos ligados a atividades físicas e viagens. Fotos praticando esportes ao ar livre, participando de corridas de rua e explorando destinos turísticos eram constantes em seu perfil.
Recentemente, ela e o namorado visitaram Orlando e Nova York. Em 2024, o casal viajou para o Peru, onde conheceu Machu Picchu — experiência que Bárbara descreveu como “a melhor da vida”.
Em uma das legendas, ela se declarou ao companheiro: “Sendo feliz com a minha pessoa favorita. A vida é mais leve ao seu lado, por isso todos os dias são dias para comemorar, porque apesar de qualquer adversidade temos um ao outro. Te amo.”
Cinco dias antes de morrer, havia publicado uma foto no Rio de Janeiro com a legenda “#sóvamo” acompanhada do emoji de um sol, símbolo de alegria e otimismo.
Reflexão sobre o amor e a vida antes do crime
Horas antes de ser atingida, Bárbara fez uma publicação em seu perfil no Instagram que, após sua morte, ganhou tom de despedida. O texto, uma reflexão sobre prioridades da vida, relacionamentos e o valor das pessoas, viralizou nas redes.
“Por favor, cuide de quem te ama. Cuide de quem te escuta, de quem te espera, de quem te quer bem. Não negligencie o essencial”, escreveu.
Na mesma postagem, ela acrescentou: “Porque o que tem preço, a gente recompra. A maioria das coisas que perdemos, a gente recupera, mas pessoas, não. O que tem valor, quando vai embora, leva um pedaço da gente junto. E, acredite, é caro demais perder aquilo que não tem preço.”
O tiroteio e o caos na via expressa
De acordo com a Polícia Militar, o tiroteio ocorreu na altura da Rua Praia de Inhaúma, nas proximidades do Morro do Timbau. Criminosos armados trocaram tiros com policiais, e foi nesse momento que o carro em que Bárbara estava acabou atingido.
A Linha Amarela chegou a ser interditada por volta das 14h30, gerando pânico e congestionamento. Imagens feitas por motoristas e moradores mostraram veículos parados, três pessoas caídas no chão e a presença de um blindado da PM.
No mesmo confronto, um homem que, segundo a corporação, portava um fuzil, foi baleado no meio da via. Moradores registraram o momento em vídeos compartilhados nas redes sociais.
Comoção e revolta nas redes sociais
A morte de Bárbara causou profunda comoção entre amigos, familiares e internautas que não a conheciam. Nas redes sociais, multiplicaram-se as mensagens de pesar e indignação com a violência urbana no Rio.
“Que tristeza, meu Deus, tão linda, jovem demais. Meus sentimentos a toda a família, que Deus conforte o coração de seus familiares”, escreveu Adriana Valeska.
“Sinto muito! Que Deus conforte o coração da família. Menina nova, cheia de vida”, publicou Luana.
“Você sim foi vítima da violência. E ONG alguma ou agente de direitos humanos vão acolher a sua família. Meus sentimentos aos amigos e familiares. Que Deus dê o conforto. Luz pra você, menina!”, lamentou Dani Montenegro.
As homenagens ressaltaram o contraste entre a vitalidade expressa nas redes sociais de Bárbara e o fim abrupto de uma vida interrompida em meio a mais um episódio de violência no Rio de Janeiro.






Deixe um comentário